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Ponto e Vírgula
3 de novembro de 2017
Solidário no câncer
Ontem foi dia de Finados e eu me lembrei do meu pai. Ele morreu, em 2009, vítima de um câncer de próstata. Em frase atribuída ao escritor e jornalista Otto Lara Resende, “o mineiro só é solidário no câncer”. Por isso, escrevo este texto, já que estamos em novembro e, o mês, é dedicado à prevenção da doença.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil tem, hoje, mais de 61 mil pacientes diagnosticados com câncer de próstata. A doença já é considerada a que mais acomete o homem e a segunda causa de morte por câncer na população masculina, perdendo apenas para o câncer de pulmão.
A boa notícia é que a doença pode ser tratada e curada, quando diagnosticada em sua fase inicial, ainda quando o paciente não apresenta sintomas de câncer. A partir dos 45 anos, é indicado que todo homem consulte um urologista regularmente para uma avaliação. A partir daí, o médico define a periodicidade da realização de novos exames. Quem tem histórico familiar, sobretudo pai ou irmão, deve procurar o médico já que partir dos 40 anos. Homens negros têm mais chances de desenvolver a doença e devem procurar o profissional o quanto antes.
A campanha Novembro Azul chama a atenção para a importância do tema e a luta contra o preconceito, medo ou receio de fazer o exame médico, sobretudo, o de toque retal. Câncer de próstata mata. Isso porque as células malignas podem se espalhar pelo corpo, causando lesões nos ossos, pulmões e outros órgãos. Portanto, é fundamental tratar o assunto com seriedade e com a devida importância.
Ainda agora, enquanto escrevo, eu me lembro do meu pai. Ele sorria com firmeza e olhava-me com tranquilidade, mesmo quando o câncer o consumia. Eu me lembro do meu pai e penso que exames podem prevenir a doença e evitar a morte. Eu me lembro da luta dele, das consultas, dos remédios, das sessões de quimioterapia, em BH, do sofrimento de todos nós, vendo-o sumir a cada dia. O câncer de próstata precisa ser debatido e o preconceito contra o exame de toque deve ficar de lado. Afinal, a vida e a saúde sempre valem mais.

() Erivelton Braz é editor do A Notícia e fundador da Rotha Assessoria em Comunicação
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