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Ponto e Vírgula
23 de outubro de 2017
Monlevade universitária dá lucro
João Monlevade é uma cidade universitária e essa realidade não volta atrás. São quatro instituições de ensino superior públicas e duas privadas. Fora uma gama de cursos técnicos profissionalizantes e à distância, também oferecidos. Ainda que o município não contemple todas as áreas do conhecimento, fica sem estudar hoje, praticamente, quem quer. E isso é um dos diferenciais da cidade, que atrai moradores de cidades vizinhas e de todo o país para estudar e até morar aqui. É claro que a iniciativa fomenta o comércio, o setor alimentício, os bares e o setor imobiliário.
Mas Monlevade ainda pode ganhar muito mais com isso. É preciso saber usar melhor essa mão de obra em formação para projetos e parcerias com as entidades de Ensino Superior. A cidade não pode se transformar numa mera formadora de profissionais, que ficam aqui por cinco anos, depois seguem outros rumos. É preciso pensar alternativas para melhor aproveitar a presença dos estudantes. Não podemos nos esquecer jamais de que há 200 anos, um recém formado criou uma arrojada fábrica de ferro que mudou o cenário regional e que foi o precurssor do que temos aqui hoje.
Algumas entidades já perceberam a força dos estudantes. Mas é preciso mais. Bem mais. A Prefeitura poderia criar um departamento de saberes, um núcleo de estágios sério e comprometido com o desenvolvimento do município e alocar os universitários e estudantes de cursos técnicos, nas mais diversas secretarias, por exemplo. A Associação Comercial e a CDL poderiam usar os conhecimentos deles em ações para melhorar o comércio e as empresas. A Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Piracicaba (Amepi) poderia aproveitar os jovens em projetos regionais amplos, que fortalecesse a entidade e fomentasse a integração regional. Isso, só para citar algumas possibilidades. Isso daria lucro e traria benefícios incontáveis para a cidade que pode, inclusive, se transformar em um polo de conhecimento, referência para todo o país. O que falta, muitas vezes, é vontade política, estreitar o diálogo entre as instituições e o poder público, além de pensar grande. Aliás, pensar grande e pensar pequeno dá o mesmo trabalho. É nisso que acredito. Monlevade pode e merece mais.
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