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Editorial
20 de outubro de 2017
A questão dos ambulantes
A situação dos ambulantes que tomam conta da região central da cidade está fora de controle. São inúmeros vendedores que usam vagas de estacionamento, param na porta de lojas, expõem seus produtos em passeios e abordam transeuntes sem o menor pudor e ferem a legislação municipal que proíbe a prática. O absurdo chegou ao ponto de um grupo procurar a Prefeitura para reclamar que foram notificados por fiscais do município, e a Câmara de vereadores, em busca de ajuda para si. Ora, a situação é irregular e não pode continuar.
O discurso de crise, desemprego e falta de oportunidades é até compreensível. Mas não se pode prejudicar quem paga impostos, gera emprego e contribui para o município. Isso, sem falar no estacionamento rotativo, ignorado por fiscais da Prefeitura e por quem pára seu veículo ao longo das avenidas centrais para vender produtos alimentícios sem qualquer fiscalização da Vigilância em Saúde. O caso é grave e envolve a saúde pública municipal. Fora a questão da segurança de pedestres. Há poucos dias, uma mulher quebrou o braço porque caiu após escorregar em uma folha de alface no passeio público.
Porém, é preciso discutir o assunto de forma séria e em busca de uma solução para quem está em busca de trabalho para sobreviver. A bem da verdade, não faltam espaços para quem quer vender seus produtos. Há a feira na Praça do Povo, aos sábados e a mesma estrutura é disponibilizada também às quartas-feiras. Porém, apenas dois ou três verdureiros usam o espaço nesse dia. A Prefeitura poderia disponibilizar o local todos os dias da semana. Seria uma oportunidade de aproveitar o espaço e moralizar o comércio da cidade, que pede socorro. Vendedores de cidades vizinhas ou mesmo ambulantes poderiam expor ali seus produtos em bancas, devidamente organizadas na área central da cidade. Isso, enquanto não se discute uma melhor solução para o assunto, como a construção de um camelódromo, a exemplo do que ocorreu em Belo Horizonte. O que não pode, é fazer do centro da cidade um espaço de livre comércio, sem regulamentação, sem nada. A questão é urgente.
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