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Ponto e Vírgula
13 de outubro de 2017
Sem marketing, nem Proust
O genial escritor francês, Marcel Proust, pagou o equivalente hoje, a R$5 mil para ter publicadas duas resenhas elogiosas de “O Caminho de Swan”, primeiro tomo da coleção “Em Busca do Tempo Perdido”. Os textos elogiosos foram publicados nas capas de dois grandes jornais franceses da época e serviram para impulsionar as vendas do livro. Após ser rejeitado por quatro editoras que não perceberam o valor grandioso da obra (uma das mais importantes da Literatura mundial), Proust só conseguiu publicar na quinta editora e, mesmo assim, só depois de bancar a impressão e prometer dividir o lucro das vendas.
Além de acreditar no potencial de sua obra (a história teria dois volumes e foi finalizada com sete), o escritor também compreendia a importância de divulgar o seu trabalho. Ainda no século XIX, Proust investia em marketing porque sabia que, só com o valor literário, dificilmente, alcançaria tantos leitores e alavancaria suas vendas. E olha que se tratava de um clássico mundial, considerado umas das melhores literaturas de todos os tempos.
Ainda hoje, essa é a lógica da comunicação. Proust sabia do valor da comunicação eficaz para difundir o seu produto. Há quem o critique por ter pago pelas resenhas (inclusive, ele mesmo as teria escrito). Mas o que o escritor fez foi difundir o nome do livro e aguçar a curiosidade dos leitores. Segundo artigo do jornalista Mario Sergio Conti, o escritor classificou o romance de “pequena obra-prima” e “sopro de ar fresco entre vapores soporíferos” e disse que o livro era “a quarta dimensão dos cubistas”. Ele só escreveu verdades porque o primeiro livro da coleção é tudo isso e muito mais. Porém, talvez sem a ação acertada de marketing, poucos seriam os interessados em conhecer e experimentar tal preciosidade.
Se estivesse vivo, certamente, Marcel Proust criaria um blog para contar os bastidores de sua produção. Ele faria vídeos em um canal do youtube e publicaria trechos no facebook. No instagram, faria fotos de fragmentos da obra ou de si mesmo, em pleno processo de criação. Certamente, Marcel pagaria para impulsionar seu trabalho e, sem dúvida, por resenhas ou matérias em jornais, o que exaltaria seu trabalho. Ele ainda cavaria aparições no Conversa com o Bial ou no Altas Horas. Ações acertadas para divulgar um produto que, por melhor que ele seja, ainda precisa de ferramentas para sensibilizar os consumidores. Afinal, a emoção é a alma do negócio. Ninguém se torna um clássico por acaso do destino. É preciso investir em comunicação e marketing de qualidade para dar publicidade certa e destacar o valor dos produtos a serem comercializados.
O consumidor mudou. O jeito de se comunicar com eles também e, por isso, existem muitas estratégias e ferramentas. Aliás, quem se comunica em apenas uma plataforma, nos tempos atuais, não comunica de forma eficaz. E isso vale para qualquer negócio e qualquer profissão. Por isso, a importância de uma assessoria em comunicação e planejamento de marketing é o caminho para melhorar os negócios. Proust estava certo em investir nas resenhas... E talvez não se tornasse um clássico sem a rota que traçou. A boa comunicação é tudo
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