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Editorial
13 de outubro de 2017
Posto médico no olho do furacão
A Unidade Básica de Saúde do Novo Cruzeiro é uma bomba relógio prestes a explodir no colo da administração municipal. Equipes de PSF estão sem médicos desde o ano passado e também faltam especialistas para atender no local. Segundo apurado com usuários, a marcação de consultas está sendo feita apenas para o ano que vem, após a implantação do sistema de agenda aberta. Isso tudo, sem falar na falta de materiais médico hospitalares e odontológicos que compromete os serviços. A situação piora porque cerca de 10 mil pessoas são usuárias do posto médico do Novo Cruzeiro. Dentre esses, os mais de 2500 moradores do bairro Planalto, que também dependem da unidade. Reuniões foram feitas e a Prefeitura também não deu as respostas esperadas.
Fora os problemas de mão de obra, há questões políticas que permeiam o posto. Caso claro é o do ex-vereador que é gerente da unidade, mesmo sem ter nenhuma qualificação ou experiência na função. Certamente, só está ali com o objetivo de fomentar seu nome para tentar voltar à Câmara nas próximas eleições. Por outro lado, lideranças comunitárias ligadas a partidos de oposição a atual gestão, também não perdem a oportunidade de aparecer e participam ativamente dos debates e questões que envolvem o Posto Médico. Fato é que o local não pode viver numa zona de guerra de interesses.
A prefeitura justifica a demora na contração de profissionais para o posto, alegando que os próprios médicos aprovados em concurso, têm 30 dias para escolher se aceitam ou não o cargo, após serem chamados. O salário de R$13.361,00 para 40 horas semanais parece não ser suficiente para convencer os profissionais a trabalhar na unidade. Se comparados com outros postos de saúde do Brasil, a saúde de Monlevade é dez e o posto do Novo Cruzeiro, uma maravilha. Porém, está longe do que o monlevadense merece. Quem só perde com isso é a população, que depende diretamente dos serviços de saúde municipal.

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