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Ponto e Vírgula
22 de setembro de 2017
Não é só rock
ERIVELTON BRAZ

Mais uma edição do Rock in Rio chega ao fim neste fim de semana. O maior evento de música e entretenimento do mundo coroa o sucesso da iniciativa empreendedora, que completa 32 anos em 2017. Que me perdoem os puristas, mas Rock In Rio é um festival de rock em sua essência. Isso porque é um evento de atitude e que celebra a diversidade cultural e musical do planeta.
Com sua proposta de diminuir as barreiras, de contestar valores estabelecidos e de transcender, o festival não é formado apenas por shows. Trata-se de uma experiência. Entre os 750 mil expectadores em sete dias de evento, muitos monlevadenses conferiram de perto, pela primeira vez e outros retornaram para mais uma edição. Eles sabem bem do que estou falando.
Quando me falam que Rock in Rio tem axé por causa de Ivete Sangalo eu discordo. Ivete há anos se transformou numa cantora pop e, sem dúvida, é a artista que mais representa o Brasil na atualidade. É conhecida em todos os continentes e está em todas as plataformas: internet, rádio, jornal, revista, televisão, publicidade, etc. Ivete é multimídia. Quer queira, quer não, ela é a nova “Roberto Carlos”. Talvez, não a maior cantora, mas o maior nome da música brasileira. Por isso, nada mais acertado do que ela abrir o Palco Mundo, no primeiro dia do Festival.
Neste fim de semana, o Rock in Rio recebe outros grandes da música brasileira. Ney Matogrosso, Nação Zumbi, Sepultura, Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Titãs, Capital Inicial, Jota Quest, entre outros estão na cena. Fora os gigantes internacionais Alice Cooper, Bon Jovi, Red Hot Chillie Peppers. Ficou gente boa de fora? Claro. Tanto nomes nacionais quanto internacionais. Na 17º edição do evento, também faltou “o dia do Metal”, com a bandas mais pesadas, como Metallica ou Iron Maiden.
Mas acredito que o Rock in Rio seja muito maior que seus shows. Os números são impressionantes. Uma cidade é construída para receber cerca de 120 mil pessoas por dia. São mais de 150 artistas em mais de 90 horas de música. Segundo estimativas não oficiais, a festa toda custa R$200 milhões e, desses, R$100 milhões são de patrocínios. São 750 mil ingressos vendidos a R$450, que se esgotaram em poucas horas, comprovando o desejo de tantos de participarem do evento.
Eu desconheço qualquer evento brasileiro ou talvez mundial, dessa magnitude. Isso, porque o Rock In Rio tem algo a mais. Não se trata apenas de shows. Mas da força da interação e da conexão entre as pessoas do mundo todo. Por desfrutar de emoções únicas. Pela oportunidade de vivenciar a inovação, por ter uma experiência de vida. Por tanto, definitivamente, o Rock in Rio não é só shows. E engana-se quem insista em pensar assim. Quem não pôde ir dessa vez, que não perca da edição de 2019. Neste fim de semana, sigo para o meu terceiro Rock in Rio. Viver essa emoção , sempre vale a pena.

Erivelton Braz é editor do A Notícia e fundador da Rotha Assessoria em Comunicação
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