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Papo Aberto
18 de agosto de 2017
Grêmio e ACM
Luiz Ernesto

Em boa conversa sobre o futebol monlevadense dos bons tempos, com amigos entendedores do assunto, vieram à tona uma constatação e um questionamento: a constatação é de que os antigos clubes Grêmio e Associação Cristã de Moços (ACM) foram dois celeiros de craques na cidade. A dúvida era sobre qual gerou melhores jogadores em João Monlevade.
Antes que o cronista seja alvo de pauladas dos órfãos dos dois lados, é bom reforçar que a polêmica não é a tônica do texto. Não é essa a intenção. Pelo contrário, a motivação é salientar que João Monlevade foi terra de craques e que, assim como outros clubes, Grêmio e ACM viram nascer e desfilar grandes bambas da bola, durante muitos anos.
No meio da conversa e das defesas sem fim, chegamos à conclusão que a disputa é inglória e, até certo ponto, ilógica, já que são espaços esportivos que tiveram seu auge em momentos diferentes. O Grêmio surgiu antes e teve seu apogeu nas décadas de 1950, 1960 e parte da de 1970. Já a ACM viveu seus melhores dias nas décadas de 1970, 1980 e bem no início da de 1990. Sendo assim, são muitos os jogadores, porém, de tempos distintos. Logo, aqueles que viveram os áureos tempos do Grêmio sempre defenderão seus contemporâneos. Já os que viram de perto os boleiros da ACM, irão valorizá-los. Mas certeira é a confirmação de que Monlevade viu grandes craques nos dois clubes.
No Grêmio, desfilaram Grigório, Curió, Minguinha, Cândido, Dely, Miltinho, Toninho Geladeira, Aguinaldo, Geraldinho Vieira, Edu Maluf, Antônio de Pádua, Jésus Cabeção, Dim e muitos outros. Já na ACM, correram pelas quadras e pelo seu campo, Chiquinho, Lourenço, Banana, Café, Maurinho, Flavinho, Tim, Lalá, Sizinaldo, Zezinho, Marcelinho “Biro Biro”, Fabiano Gaúcho, Gleyser e tantos mais. Claro, a memória e o espaço da coluna me ajudam a esquecer e deixar de citar outros nomes, que o leitor mais atento logo lembrará, mas dessa falha não há como escapar, pois os craques eram muitos. Triste é saber que, hoje, tanto Grêmio quanto ACM são apenas fotos na parede e, a exemplo de outros clubes da cidade, não existem mais.
Isso tudo reforça, antes de estabelecer qualquer rivalidade inútil e fora de época entre Grêmio e ACM, que nossa cidade tem história dentro da quatro linhas e sempre foi um celeiro de bons jogadores, muitos deles com totais condições de terem sido profissionais da bola. Nessa, nossa história ganha de goleada.

Luiz Ernesto é jornalista, escritor e subeditor do A Notícia
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