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Papo Aberto
4 de agosto de 2017
Fazendo a nossa justiça
Luiz Ernesto

A cada dia que passa se chega mais à conclusão de que a única ferramenta do povo brasileiro contra os malefícios da política suja é o voto. Contra a corrupção latente, a injustiça crescente e a impunidade gritante, que dilaceram a esperança do povo, utilizar a única arma democrática da forma mais criteriosa e adequada ainda é, e cada vez mais, a nossa única saída.
Os descalabros de Brasília servem de mau exemplo para todos os rincões do Brasil e o jogo de altas manipulações de um governo e de um congresso que alimenta uma crise por semana e vive à conta gotas, em aparelhos de oxigênio, é cada dia mais escandaloso. Em todos os níveis e palácios.
E claro, os escândalos não são exclusividade da capital federal, infelizmente. Que o diga nossa região, que pautou a imprensa estadual na semana passada com a prisão de vereadores e do presidente da Câmara da cidade de Santa Bárbara, além da citação, em delação premiada de bandido, do ex-deputado estadual Mauri Torres, em possível envolvimento com empréstimos fraudulentos anos atrás, feita pelo “publicitário” Marcos Valério. Sem caça às bruxas e vibração de torcedor, o que é infantil e infeliz, acredito que os acontecidos podem até não acarretar em nada, a se valer do resultado de investigações na capital federal contra os figurões da política, mas fica o desgaste na imagem até então imaculada de alguns e a tênue neblina do ditado que diz: “onde há fumaça há fogo”.
Os fatos nos levam a reforçar o que foi dito no início do texto e a refletir sobre o nosso papel diante de tantas acusações e denúncias, sejam com ou sem fundamento. Nos resta, diante de tanto descalabro, utilizar a última força democrática que temos para tentar, ao menos, melhorar esse triste cenário que se formou na política brasileira. E isso só será feito quando votarmos com análise, critério, isenção e o estudo minucioso sobre quem, de fato, merece nos representar. Definitivamente, votar em troca de benefícios pessoais, caronas, lanches, fretes, brindes, promessas descabidas e favores não dá mais. Pois todos os problemas começam aí. Toda essa crise política e institucional em nosso país nos mostra que chegou a hora de parar de alçar ao poder os oportunistas, marionetes, corruptos e os inexpressivos serviçais de poderosos em casas legislativas e executivas. Seja aqui, no Acre ou no Rio Grande do Sul.
Apesar de tanto absurdo, ainda temos meios de fazer nossa justiça.

Luiz Ernesto é jornalista, escritor e subeditor do A Notícia
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