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Editorial
4 de agosto de 2017
O Médio Piracicaba é de todos
No próximo dia 2 de setembro, a Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Piracicaba (Amepi) completa 32 anos. A Associação é uma das mais importantes do estado, fruto do trabalho de décadas, voltado para o comprometimento com o desenvolvimento da região.
O Médio Piracicaba também é uma das mais prósperas regiões de Minas. Com 17 cidades e economia diversificada, é responsável por grande parte do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de Minas Gerais. Esse é baseado nas indústrias siderúrgicas, mineração, produção agrícola e nos diversos prestadores de serviços aqui presentes. A região ainda tem, em seu aspecto político, dois deputados estaduais: Tito Torres (PSDB) e Nozinho (PDT) - esse último, também presidiu a Amepi - e que representam bem João Monlevade e cidades vizinhas.
Por isso, o Médio Piracicaba é de todos nós. O exemplo é a própria Amepi. A entidade nasceu nos princípios da união dos municípios e do interesse coletivo. A associação nunca teve dono. Seus dois idealizadores, os saudosos ex-prefeitos de João Monlevade, Germin Loureiro (Bio) e de São Domingos do Prata, João Braz Martins Perdigão, sempre discursaram em favor da união de forças, convergências de ideias e do associativismo como solução para as demandas regionais. Nunca eles se pautaram pela vaidade e nem pela imposição de suas vontades.
A herança deles foi repassada a todos os secretários executivos que ali representaram os presidentes. Graças a eles, a Amepi se consolidou como uma das entidades mais fortes do estado. É preciso reconhecer e respeitar o trabalho de pessoas como Toninho Nardy, primeiro secretário que ajudou na fundação da associação. Odilon Junqueira, o Dr. Odilon, respeitado e reconhecido como homem forte do Médio Piracicaba, também foi fundamental como secretário da entidade. Henrique Jr, que faleceu em acidente quando retornava de reunião em BH para tratar de assuntos regionais também deixou uma marca na associação. Vanessa Gonçalves, que assumiu interinamente a Amepi, em um momento delicado de sua história, após a morte de Henrique. E também do atual secretário, Eduardo Quaresma, que está na Amepi há 22 anos. Ele trabalhou seis anos como engenheiro e há 12, está à frente da Secretaria Executiva da Amepi. Ele sempre defendeu o legado de seus antecessores. Todos esses, ao lado dos ex-prefeitos e ex-presidentes, representantes de ideologias e partidos diversos, nunca se esqueceram de que a Amepi só é forte porque existe ali, o princípio da unicidade.
Decisões importantes sempre foram tomadas em conjunto, respeitando a maioria e não às escondidas, sem a participação a maioria dos associados. Os ex-presidentes sempre respeitaram esse princípio e nunca delegaram às suas equipes de governo, o comando da instituição. A Amepi não é uma Prefeitura. Não é uma autarquia, não é um banco. Ela é o resultado de esforços coletivos em prol de políticas públicas voltadas para todos e não pode ser burocratizada como se fosse a casa de um só senhor.
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