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Editorial
28 de julho de 2017
o caso Werneck é um assombro
Causam assombros, as denúncias de que o gerente do posto de saúde do Novo Cruzeiro, José Benísio Werneck, preenche receitas já carimbadas e assinadas por médico e as entrega à população. Inclusive, nos fins de semana, na casa de pacientes. Pior ainda, é ele alegar, durante reunião do Conselho Municipal de Saúde, órgão deliberativo do município, que outros gerentes de unidades básicas do município fazem o mesmo. Não dá para saber quem faz o pior: se o médico que assina e deixa receitas carimbadas, se o chefe do posto que, na irresponsabilidade de querer ajudar, pode comprometer a vida de um paciente ou se o sistema de saúde municipal, moroso e burocrático, na marcação de consultas.
Muitas vezes, o paciente sai da consulta com receitas médicas que vão vencer antes que ele consiga marcar um retorno. Falta de critérios ou má vontade? Outro fator vergonhoso para João Monlevade é o sistema agenda aberta, implantado neste ano. O doente até consegue marcar sua consulta, mas com quarenta, cinquenta ou até sessenta dias. Um absurdo. Triste é saber que os que mais precisam de um sistema eficaz, são os que mais sofrem.
Ainda na reunião do Conselho Municipal de Saúde, onde foram apresentadas as denúncias contra Werneck, também foi dito que a secretária de Saúde, Andrea Peixoto, tem sido “boicotada” por pessoas incapazes de prestar serviços de qualidade e que foram colocadas em cargos de confiança. Muitos, mais por indicação política do que por merecimento. Seria uma forma de recompensa por préstimos passados ao grupo político da prefeita? Ora, a população não tem nada com isso. O que está em questão é que um setor tão sério quanto a Secretaria Municipal de Saúde, não poderia estar repleto de incapazes para gerir os cargos que ocupam. João Monlevade não pode se apequenar. O caso é sério e pode continuar, principalmente, pelos interesses politiqueiros que há por trás dele. Uma sindicância para apurar os fatos era o mínimo o que se esperava, com afastamento imediato da chefia do posto. Afinal, só um puxão de orelhas não vale nada aos olhos da lei.
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