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Papo Aberto
21 de julho de 2017
A gente não quer só comida
Luiz Ernesto

Muita música, teatro, dança, exposições fotográficas e de artesanato, palestras, saraus, oficinas, trocas de livros, lançamento literário, feiras gastronômicas e outras atividades culturais. O inverno está sendo aquecido com muita cultura em João Monlevade.
Os festivais de inverno de Ouro Preto e de João Monlevade agitaram a cidade em diversos locais e com extensa e variada programação cultural, para agradar todos os gostos. Isso, sem contar as excelentes iniciativas de espaços que vem movimentando o cenário cultural local com ótimos eventos, como o Espaço Alegrete, na região central e o Shine Crazy Rock Bar, no bairro Laranjeiras, que têm arrancado elogios do público com os shows promovidos.
Toco no assunto, mais uma vez, para reforçar o dito de alguns ativistas culturais da cidade, de que as opções existem e há um claro e salutar esforço para que cultura e arte de qualidade sejam ofertadas aos monlevadenses, mesmo que muitos reclamem da falta de opções no município. Sem dúvida, é mais fácil e cômodo reclamar, principalmente nas redes sociais, do que comparecer aos eventos produzidos. E diga-se de passagem, além de serem eventos e apresentações de qualidade, em sua maioria são gratuitos. Partindo para uma análise sociológica do tema, muitas vezes é intrínseco da sociedade reclamar, mesmo sem ter tanta razão para isso. Em resumo, ainda há, claro, o que melhorar, como mais opções a acontecer e espaços a serem utilizados de forma adequada, mas há ofertas diversas à escolha, pelo menos nos últimos dias. Pode até parecer pouco para uma cidade com 80 mil habitantes, mas não é. Há gente boa lutando para mudar isso.
A salientar as atuações do Coletivo 7faces e do Coletivo Variável, grupos culturais que, numa feliz parceria, têm realizado importantes eventos culturais em João Monlevade e região. Como bem diz seus integrantes, os grupos buscam reforçar a importância dos eventos enquanto instrumentos de valorização da cultura, da memória e da identidade local e como ações no calendário cultural do município.
Afinal de contas, a gente não quer só comida.

Luiz Ernesto é jornalista, escritor e subeditor do A Notícia
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