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Editorial
14 de julho de 2017
Recesso
Por duas semanas, a representatividade política dos cidadãos monlevadenses está suspensa. Os vereadores da cidade curtem 15 dias de recesso de suas atividades parlamentares. Não está em discussão o direito sagrado ao descanso do ser humano. Mas como perguntar não ofende: qual é a necessidade de recesso parlamentar de quem, em tese, se reúne apenas uma vez por semana? Os vereadores que trabalham além da Câmara, também vão interromper suas atividades no período? Todos os problemas políticos da cidade estão resolvidos, para que os nobres representantes do povo curtam férias de duas semanas? Deputados da Assembleia de Minas também gozam do recesso.
Enquanto isso, a Câmara Municipal da cidade vizinha, Santa Bárbara, votou pelo fim do recesso parlamentar em julho e dezembro. A medida, inédita na região, poderia servir de exemplo para outras câmaras e até para a ALMG. Afinal, a representatividade do cidadão não pode ser suspensa ainda que temporariamente. E outra: o aumento de cadeiras do Legislativo monlevadense, de 11 para 15, foi aprovado sobre o argumento de aumentar a sagrada representatividade dos cidadãos. E a pergunta: o povo se sente, realmente, representado com 15 vereadores? Estamos vivendo tempos outros da política. O cidadão espera mais do político, que deveria repensar suas atitudes e posicionamentos diante dos fatos. João Monlevade ainda tem muito o que avançar. E o fim do recesso parlamentar talvez já sinalizasse um desses caminhos.
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