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Espaço Livre
2 de junho de 2017
OLHARES: Dois mil e dezesseis ponto dois
EDUARDA LUIZA

Quando o ano de 2016 estava acabando, o mundo inteiro estava pedindo arrego. Arrego para todos os lados, social, econômico, político, ambiental e até armamentista. As pessoas já não aguentavam mais abrir o jornal e ter sangue espirrado na cara.
Morte, tragédia, perturbação da paz. Torcemos tanto para 2017 chegar. Gritamos, imploramos tanto, reclamamos tanto no twitter, que acho que o ano novo de 2016-2017 foi o melhor para milhões de pessoas. Mas é engraçado, algo que começou num ponto não pode terminar do nada né? Toda guerra, todo ódio, toda dor, toda tristeza tem continuação, afinal, uma história não termina quando você vira uma página, ela continua, seja para o lado bom ou para o ruim.
Falo isso pois estou, de certa forma, assustada. 2017 nunca pareceu tanto com um “2016.2”. Ai vocês se pergunta, como assim? Vocês têm acompanhado as notícias? No início da semana passada, a Coréia do Norte enviou um míssil que caiu na costa japonesa.
Um pouco antes, um navio americano, a pedido do presidente americano Donald Trump, ancorou em mares coreanos. Num show da cantora Ariana Grande, em Manchester, Inglaterra, uma bomba foi explodida do lado de fora da arena, matando várias pessoas, inclusive crianças. E nem precisamos falar do circo que o Brasil virou nos últimos dias. Só para se ter uma ideia, é só lembrar do Projeto de Lei que pedia pagamento de trabalhadores com casa e comida. E não estou falando do século 18. Isso foi esse ano mesmo.
Tudo de ruim que acontece um dia, traz consequências no dia seguinte, mesmo que o dia seguinte seja um ano novo. Continuamos crescendo, mesmo depois dos nossos aniversários e nossa vida segue, mesmo depois de uma tragédia.
Eu sei que quando falo tudo isso, a sensação que temos é que precisamos desistir de tudo. Mas eu quero o contrário, em meio a tantas dificuldades, temos que nos unir como nunca. Temos que manter a fé de que tudo vai dar certo, temos que manter a força e o sorriso, não fingindo que vai dar certo, mas acreditando que nossa força de vontade, pode sim, mudar o mundo.
Mantendo a calma e a perseverança, tudo está ao nosso alcance, inclusive o que parece estar tão longe.

EDUARDA LUIZA é monlevadense, tem 17 anos e é escritora
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