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Papo Aberto
26 de maio de 2017
Brasil, mostra a tua cara
Luiz Ernesto

Diante de tanta balbúrdia, corrupção, ladroagem, rapinagem, picaretagem e muitos outros “agens” que se possam usar como adjetivos, a situação política brasileira e de seus agentes já marcam um período histórico e extremamente negativo na trajetória de nosso país. Porém, como dizem os filósofos, articulistas, oráculos e as mães de santo de plantão: “há males que vem para bem”.
Digo isso porque, mesmo diante de uma crise institucional, política e, por conseguinte, econômica, que parece não ter fim, estamos conhecendo, cada vez mais, bem por dentro das entranhas, as figuras nefastas que foram colocadas no poder. E diga-se de passagem e sem chororô, por nós, iludidos eleitores que achavam fazer do seu voto uma ferramenta de mudança. Ou pelo menos, alguns deles. Pois, por mais que alguns políticos escolhidos por nós nas últimas eleições não estejam envolvidos em escândalos, é quase impossível carregar a honra de uma cédula totalmente limpa, sem que um de seus eleitos esteja envolvido ou, pelo menos, citado, em algum escândalo que tenha surrupiado uma fortuna.
Mas a luz no fim do túnel existe. Ainda há, mesmo que de forma rara, boa gente fazendo boa política. Mesmo suspeito para falar, não posso deixar de citar os parlamentares do partido REDE Sustentabilidade, que, mesmo em menor número, até por uma questão lógica, já que é uma legenda mais nova, fazem a oposição mais consistente, racional, pontual e bem estruturada ao governo que se instalou e a todos que estão envolvidos em atos de corrupção. Cito como exemplos as atuações do deputado federal pelo Rio de Janeiro, Alessandro Molon e do senador pelo Amapá, Randolfe Rodrigues, entre outros, que realizam um importante papel e têm deixado muito cacique de cocar baixo na política nacional.
Outro ponto positivo que se tira da crise é que muitos tidos como bons moços, salvadores da pátria, de moral inquestionável e blindados até a alma, estão sendo descobertos e tendo suas verdadeiras reputações expostas. E elas não são nada boas. E isso independe de partido político.
Enfim, nunca foi tão atual a solicitação do compositor Cazuza, que pedia ao Brasil para mostrar a sua cara. E que dias melhores venham, compensando toda a balbúrdia.

Luiz Ernesto é jornalista, escritor e subeditor do A Notícia
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