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Espaço Livre
19 de maio de 2017
OLHARES: Carinho em pequenas doses
EDUARDA LUIZA

É engraçado ver o quanto somos ingratos. Sim, ingratos. Somos ingratos o tempo inteiro. Quando não dizemos “bom dia” para as pessoas que moram com a gente. Somos quando não agradecemos alguém que nos ajuda, quando não demonstramos que nos importamos, quando não somos sinceros ou quando não importamos se algo que falamos ou fazemos fere alguém.
É claro, ninguém é obrigado a dar carinho o tempo todo para todo mundo, até porque, vivemos numa sociedade de base aproveitadora e qualquer forma de carinho que damos para alguém, eventualmente, pode voltar contra nós, de forma negativa. Mas isso não é motivo para se tornar uma rocha sem sentimentos ou coração.
É comum andar na rua e não reparar as coisas ao nosso redor, ou até mesmo ver pessoas, mas não enxergá-las. Estamos sempre com pressa e isso acaba se tornando comum. Quer um exemplo básico? Toda vez que vemos um conhecido na rua ou alguém que já tivemos um contato, se não estivermos o procurando, existe uma chance de 80% de não o enxergamos.
Eu sei que falar disso é um pouco surreal, afinal existem pessoas que simplesmente não gostam do afeto, do carinho e de sua demonstração, mas será que não podemos oferecer um pouco de carinho ou até mesmo de educação em nosso dia-a-dia? Será que um “oi”, “bom dia”, “obrigado” e até “passar bem” não ajudariam os dias das pessoas ao nosso redor e até mesmo o nosso próprio? Precisamos viver tão fechados a ponto de não enxergar nosso redor?
Deixo uma pequena reflexão, para darmos mais amor às pessoas ao nosso redor. Não precisa ser com todo estranho que vermos na rua, mas com as pessoas do seu ciclo, as pessoas que vivem e convivem com você e que estão ao seu lado. Tente fazer o dia de alguém melhor, mesmo que o seu não esteja tão incrível quanto você deseja, afinal, tudo que a gente planta a gente colhe e todos nós queremos colher coisas boas.
Tente começar a mudança em você, de forma que você possa ser um espelho para as outras pessoas fazerem o mesmo. Agindo assim, veremos como é bem melhor distribuir carinho, mesmo que seja em pequenas doses.

EDUARDA LUIZA é monlevadense, tem 17 anos e é escritora
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