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Espaço Livre
5 de maio de 2017
Acorrentamento Tecnológico
Eduarda Luísa

Vivemos em uma sociedade totalmente modernizada de modo que as máquinas superam a inteligência humana e, com isso, nos tornamos cada dia mais dependentes da tecnologia. Isso não seria um total problema, mas nos acomodamos de modo que perdemos uma boa parte da nossa característica. Onde foram parar nossas cartas? Nossos grandes e enrolados poemas? Onde estão as letras de música que contam histórias? Para onde foi parar a nossa criatividade?
Vivemos de modo que fica cada dia mais difícil escrever um texto de aniversário para alguém ou um documento que siga as regras da ABNT, afinal, estamos acostumados a escrever em gírias, em símbolos, com “emojis” e abreviações, mas não na forma correta. E não estou falando somente da forma de escrever, falo também das palavras, do jeito e da mania.
Tornamo-nos escritores meia boca, que não conseguem nem falar o que vai ter para o jantar com mais de 140 caracteres. Imagina então falar sobre sentimentos e dores? Torna-se cada dia mais difícil expressar nossos sentimentos, abrir nossos corações e falar o que queremos, sentimos ou entendemos.
Por isso, que o discurso de ódio tem aumentado cada dia mais. As pessoas não conseguem se expressar honestamente, então elas partem para a expressão agressiva, com palavras ofensivas, ideias que magoam e frases que cortam, fazendo assim, cada dia mais, uma nação desunida e desentendida.
E quanto mais o tempo passa mais difícil fica de se comunicar, de conversar, de ter a boa convivência. O estresse, a falta de criatividade e de liberdade acaba fazendo com que sejamos escravos das nossas palavras, de modo que nossa vida está sempre guiada a perder a paciência. Escrever se tornou algo tão difícil que até mesmo escrever essa crônica é difícil, isso por que temos sempre um foco em mente, de modo que a liberdade autoral, é desconhecida.
Mas não podemos desanimar, apesar de viver numa sociedade tecnológica, a boa convivência é sempre de suma importância. Falar seus sentimentos, abrir a sua mente para opiniões alheias, discutir algo que talvez não lhe agrada e escrever, escrever muito, é o que reverterá essa situação de acorrentamento tecnológico.

Eduarda Luísa é monlevadense, tem 17 anos e é escritora
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