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Ponto e Vírgula
31 de março de 2017
Mais uma vez, no topo
Erivelton Braz

Pesquisa nas ruas de João Monlevade, feita pelo instituto DataMG, confirma mais uma vez: A Notícia é líder da preferência dos leitores e o primeiro nome que vem à cabeça de mais de 83% dos entrevistados quando o assunto é jornal. O resultado é fruto de mais de trinta anos de um trabalho diário, pautado na criatividade, seriedade e, sobretudo, no compromisso com o leitor. Por isso, temos tiragem comprovada, empregamos profissionais para produzir e entregar o esperado “companheiro de todas as sextas” a mais de mil assinantes. Além disso, somos, há anos, recordistas de vendas em 38 pontos e bancas da cidade.
Assumi a responsabilidade da editoria do jornal e tornei-me um dos sócios-proprietários, ao lado da diretora Maria Cecília Ambrósio Passos, filha do fundador do jornal, Márcio Passos, há quase três anos. Isso, porque sempre acreditei no jornalismo praticado neste semanário e conheço bem a sua história de luta, questionamentos e trajetória. O jornal é o principal formador de opinião da região do Médio Piracicaba. Fruto de sua origem, de muito trabalho e das centenas de colaborares que passaram por sua redação e administração ao longo de 33 anos. Muito do que sei, aprendi com o seu fundador. E uma das lições é o compromisso com o leitor e de defender a cidadania. Pilar que temos mantido, mesmo com as inovações e mudanças já colocadas na pauta e no modo de fazer A Notícia.
O resultado da pesquisa revela que, em João Monlevade, no quesito jornal, temos a liderança absoluta. A soma de todos os outros impressos citados não chega a 10% do que representa o Jornal A Notícia para o monlevadense. No questionário, aparecem nomes de jornais que não existem mais na cidade, outro é de BH e há aqueles que circulam só de vez em quando. Sobretudo, quando órgãos públicos ou empresas cedem às pressões de proprietários inconvenientes ou até chantagistas, para ganhar um anúncio e colocar seu veículo nas ruas, sem qualquer garantia de tiragem.
Não tenho pretensões de proibir e muito menos poder para definir quem deve ou não ganhar anúncios de prefeituras, câmaras municipais ou empresas. Afinal, eles anunciam aonde bem entendem. Só pergunto o óbvio ululante: por que investir em jornais que só circulam se ganharem anúncios? Jornais produzidos exclusivamente com releases e notícias frias e sem expressão? Jornais que não geram emprego e são produzidos com qualidade duvidosa, erros grosseiros à língua pátria e até de informações? Por que colocar na mesma balança todos os jornais da cidade com a estúpida frase: “se fizer anúncio com um, teremos que fazer com todos”, se há jornais que não circulam há meses ou até há anos? Não deveria ser o contrário? Se o jornal estiver na rua, sendo visto, lido e comentado, aí sim, mereceria anúncios. Seria uma forma do mercado selecionar o que é sério do que é picaretagem e faz de conta.
Além disso, acredito que jornal deve ser feito com coragem. E essa anda em falta em alguns jornais da cidade. Já que há parte da imprensa que se curva a interesses escusos, não publicando determinando pautas, apenas para não “desagradar” aqueles que os sustentam. Ou o que é pior, rasgando elogios a quem lhes pagam qualquer trocado. Não se faz jornal sem compromisso. É a bandeira que aprendi a carregar e que levo adiante no A Notícia. Credibilidade é diferente de ter lado. Por isso, estamos, mais uma vez, no topo.

ERIVELTON BRAZ é editor do A Notícia
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