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Editorial
24 de março de 2017
É preciso falar de leishmaniose
A morte de uma senhora vítima de leishmaniose visceral acende o debate para um problema de saúde pública. Apesar da Secretaria da área descartar que haja um surto da doença na cidade, a questão é séria e preocupa. Em 2014, um policial militar, de apenas 33 anos, morreu vítima da leishmaniose. No ano passado, houve outros casos na cidade.
A culpa, ao contrário do que muitos ignorantes pensam, não é dos cães. Os animais, inclusive, são vítimas do protozoário. O responsável é, sem dúvida, o homem. Quem deixa lotes sujos, quem não recolhe as fezes de seus cachorros, quem deixa lixo destampado e jogado a esmo, quem deixa acumuladas folhas e frutas podres em quintais é responsável pela proliferação do mosquito transmissor da doença, a segunda parasitária que mais mata no mundo, perdendo apenas para a malária.

“A culpa, ao contrário do que muitos
ignorantes pensam, não é dos cães”

 
O mosquito palha, vetor da leishmaniose, se alimenta de matéria orgânica em decomposição. Ele pode picar diretamente os humanos ou os cães infectados. A verdade é que precisamos de mais zelo e limpeza na cidade, como cobrado pelos vereadores. Não é só água parada. Lixo, entulhos, restos de madeira e de comida, a céu aberto, são um prato cheio para o transmissor. A responsabilidade é também do poder público, em fiscalizar. Mas, acima de tudo, é de todos nós.
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