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Papo Aberto
17 de março de 2017
Se indignar é uma missão
Luiz Ernesto

Meus caros amigos daqui, de alhures e do famoso facebook, o que nos resta senão a missão de nos indignarmos? Temos essa missão, meus amigos, e não adianta fugirmos dela, negá-la. Diria que, em alguns de nós, ela sangra aos olhos. Fugir de nossa missão é negar nossos passos.
Não adianta desistirmos e achar-nos vencidos. E muito menos nos mostrarmos satisfeitos apenas com as fórmulas de certeza absoluta dos donos da verdade de sempre, que vivem de opinar, mas que nada fazem ou fizeram para parar de alimentar as bocas vorazes da corrupção e do mal feito. Pelo contrário, em alguns casos ajudaram, e muito, a criar os monstros que aí estão e se deram bem com isso.
E é exatamente isso que querem os corruptos, os oportunistas, os larápios, aqueles que ocupam os lugares que estamos deixando para eles. A dádiva da indignação atinge, de forma consistente, uma parcela pequena da população, e fomos contemplados. Não podemos desistir, pois seria desistir da vida. Morrer aos poucos. E seria a calamidade nos juntarmos ao coro dos puxa-sacos, convenientes, bajuladores e deprimentes seres que formam a gordura de sujeira que eleva aos postos esses senhores e senhoras que querem o poder apenas para benefícios próprios.
Não, não deixemos eles à vontade. Até porque nossa consciência não vai deixar que isso aconteça. Motivos para a luta são vários. Como pela redução dos salários de parlamentares e chefes do Executivo, pelo fim de mordomias, da reeleição, da compra de votos, do caixa 2, dos benefícios a grupos de correligionários e puxa-sacos, pelo fim do abuso com o dinheiro público. Uma luta salutar para colocar em prefeituras, câmaras e afins gente de verdade, de bem, de caráter, que não compra o voto com exames, cestas básicas, carona para a capital ou frete de estante.
Acho, sinceramente, que quando esse torpor pela luta acabar, essa ânsia pela certo se esvair e a busca pela verdade e pelo bem comum se esgotar, também será a hora de encerrarmos a conta e decretarmos nosso fim. E, de verdade, não acho que seja esse o momento. Ainda temos que deixar nossa verdade brigar com a hipocrisia, com a mentira, com a vaidade e com a falta de caráter.
Vamos lutar. Afinal, essa é nossa missão.

Luiz Ernesto é jornalista, escritor e subeditor do A Notícia
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