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Editorial
10 de março de 2017
Faltou coragem
Os vereadores de João Monlevade perderam, na última quarta-feira (8), uma ótima oportunidade de corrigir um equívoco moral da administração municipal, que são as distorções na concessão de gratificações de até 70% e 80% para cargos comissionados. Na maioria das vezes, dadas a apadrinhados políticos e a correligionários do gruipo político que está no poder.
Ao reprovar o Anteprojeto de Lei nº 01/2017, de autoria do vereador Gentil Bicalho (PT), que teve a companhia apenas dos colegas Belmar Diniz (PT) e Thiago Titó (PDT) no voto favorável à iniciativa, os parlamentares monlevadenses perderam a oportunidade de sanar problemas futuros, e não simplesmente apontar o dedo e culpar ex-prefeitos pelas gratificações dadas no passado. Até por que, a prefeita Simone Carvalho (PSDB) não foi a primeira a dá-las e, agora, segundo aval dos atuais ocupantes da Câmara Municipal, não deverá ser a última. Em tempos de crise, quando cada centavo é valioso na gestão dos cofres públicos, abolir gratificações que quase dobram salários de servidores não por competência ou mérito, mas por amizade e política, seria uma atitude salutar. E uma pergunta não quer calar: quanto de aumento terão os demais servidores?

“As gratificações podem até ser legais, mas, distorcidas como estão, são, e muito, imorais”

As gratificações podem até ser legais, mas, distorcidas como estão, são, e muito, imorais. Vale lembrar que Gentil Bicalho, ao apresentar o anteprojeto para acabar com as gratificações aos comissionados, se valeu de manchete do jornal A Notícia de semanas atrás, que denunciou a farra com o dinheiro público. O voto contrário ao anteprojeto ficou ainda mais sem lógica quando vindo de vereadores que, até então, demonstravam certa lucidez e independência em relação ao Executivo. De outros, que lá estão apenas para fazer número para a prefeita, já era esperado. Dessa vez, faltou coragem para fazer história.
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