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Espaço Livre
24 de fevereiro de 2017
OLHARES: Geração XXI
Eduarda luiza

Vivemos em uma sociedade inovadora que possui suas manias de grandeza e de independência, que tem sua beleza e seu espírito voltado para o não habitual, para a vida alternativa, uma sociedade imediatista, de vontades e prazeres, mas que possui um grande defeito: somos uma sociedade de momentos, uma geração que desiste muito fácil.
Estamos conectados 24 horas ao mundo virtual. Para a maioria, estar online é estar presente, não podemos perder um segundo do que acontece na nossa cidade, no nosso país, no nosso mundo. Precisamos saber de tudo naquele instante e isso acaba trazendo para nós, um molde de seres humanos impacientes, ansiosos e nervosos (e essas são as três maiores doenças que afligem os jovens do mundo inteiro nos dias atuais).
Por sermos um povo imediatista, quando não conseguimos algo na hora que queremos, entramos em colapso ou desespero, “e se amanhã eu não quiser mais?” e, com isso, estamos focados no que iremos perder, no que pode ser ou acontecer, o que acaba fazendo com que desistamos. Precisamos parar e refletir no que realmente queremos e podemos, e não no “se” senão, ficamos sempre presos em ideias e não em ações.
Por sermos tão informatizados, computadorizados, ativos e instantâneos, perdemos a todo instante, oportunidades de vida, como um bom emprego, um bom estudo, um bom relacionamento ou até mesmo uma boa amizade, deixamos passar, pois estamos muito ocupados preocupando apenas com a gente.
Já parou para pensar quantos amigos você deixou escapar por não ter sido respondido dentro de um tempo “padrão” ou por ter ficado no tão famoso “vácuo”? Ou em quanta coisa da sua vida você deixou passar por ser imediatista demais? Por querer sempre mais? Por nunca estar satisfeito o suficiente?
Queria poder dizer que sou perfeita, que a minha, que a nossa geração é organizada, que pensa no futuro, que pensa em família, mas somos desistentes, somos a geração que jogaria tudo para o alto, se amanhã surgisse uma oportunidade única. Desistiríamos de alguém sem nem ao menos tentar. Somos o futuro e, mesmo assim, só pensamos no presente. Ser conectado demais nos desconecta da realidade, mas estar presente é bem mais que estar online.

EDUARDA LUIZA é estudante e escritora
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