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Editorial
24 de fevereiro de 2017
Gratificações imorais gastam dinheiro do povo
Impulsionado por matéria publicada na sexta-feira passada pelo jornal A Notícia, sobre gratificações concedidas a candidatos a vereador derrotados e apadrinhados políticos na Prefeitura de João Monlevade, de 70% e 80%, o vereador Gentil Bicalho (PT) apresentou um Anteprojeto na Câmara, na última quarta-feira (22), para proibir a gratificação a cargos comissionados.
O Anteprojeto de Lei nº 01/2017 objetiva proibir a concessão de gratificação, em qualquer hipótese, a servidores ocupantes de cargos comissionados. A iniciativa é ótima, pois a legal, porém imoral gratificação a cargos comissionados, acontece há muito tempo e, em praticamente todas as administrações, serve apenas para abarcar amigos e apadrinhados políticos e não atinge seu verdadeiro objetivo, que é gratificar servidores de carreira, concursados ou estáveis, pelos bons serviços prestados à população. Com as gratificações, os servidores passam a receber quase o mesmo salário de um secretário municipal.

“Que os vereadores não se acovardem diante da medida séria e fundamental para as boas práticas de gestão pública.”

Em tempos de crise, em que prefeitos de todo o Brasil afinam o discurso de que é preciso cortar gastos, economizar e aplicar uma gestão severa para poder administrar os municípios, as gratificações “amigas”, concedidas a candidatos derrotados que mal começaram em suas funções, é, no mínimo, um absurdo, além de gastar o dinheiro do povo. Sem falar na cara de pau em beneficiar os mais chegados, com duvidoso merecimento. A imagem que fica é que não há dinheiro para nada, mas para afagar correligionários, a torneira está e sempre estará aberta.
Que o anteprojeto vire Lei e que os vereadores não se acovardem diante da medida séria e fundamental para as boas práticas de gestão pública. João Monlevade pode e merece mais.
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