Editorial
24 de maio de 2019

Avaliação positiva ou aprovação?

Nestes 35 anos de circulação, A Notícia sempre publicou pesquisas de opinião avaliando as administrações públicas do município, em especial, em todos os governos neste período em João Monlevade. Germin Loureiro, Leonardo Diniz, Carlos Moreira, Laércio Ribeiro, Gustavo Prandini, Teófilo Torres e Simone Carvalho, todos, sem exceção, tiveram seus governos avaliados com os resultados publicados em primeira página.
O objetivo, além da informação pura e simples, é dar oportunidade aos governantes de reavaliarem seus governos e promoverem as alterações necessárias em busca de melhor resultado, normalmente, de olho na reeleição ou sucessão.
Alguns se apercebem da eventualidade do cargo e aproveitam o recado das pesquisas para ajustar o rumo e o prumo, mas outros preferem enganar a si próprios e, de resto, também os eleitores, esquecendo que eles se mostram a cada eleição mais exigentes e evoluídos que os próprios políticos, apesar dos erros que ambos repetem.
Pesquisas da Associação Brasileira de Consultores Políticos sobre as eleições das últimas décadas ensinam que qualquer governante (prefeito, governador ou presidente) precisa, em média, de avaliação positiva acima de 45% para se reeleger ou eleger o sucessor. E avaliação positiva nada mais é que a soma de “ótimo” e “bom”.
Já aprovação é diferente porque permite a soma, também, do “regular positivo”. E é exatamente aí que começa o vale tudo porque “permite” até a soma de todo o “regular” quando na pesquisa não deram ao entrevistado a opção de escolher entre “regular positivo” e “regular negativo”, mesmo porque quem apenas aponta “regular” pode estar aprovando ou reprovando o governo que está sendo avaliado.
Cada um lê resultado de pesquisa conforme sua conveniência, mas mais do que para comemorar ela vale é para corrigir erros em busca de melhor avaliação dos eleitores. Comemoração antecipada em analise que não se sustenta pode dar com os burros n’água.