Desde 1984
Editorial
17 de maio de 2019
Luz amarela acesa
A exemplo do governo federal e dos estaduais, as prefeituras passam por um de seus piores momentos da recente história financeira e econômica das administrações públicas, sem sinais de possibilidade de volta aos períodos de tranquilidade.
João Monlevade se revela hábil e eficiente na gestão de momento tão conturbado, com salários e fornecedores recebendo em dia, apesar dos servidores não terem nem a correção da inflação em seus salários. Menos mal diante de tantos outros que estão parcelando ou atrasando o pagamento da remuneração dos servidores.
Há que se reconhecer, no entanto, que muita coisa prometida em campanha e outras tantas reivindicadas pela população não são atendidas e estão longe de o serem. Manter a cidade limpa e garantir os serviços básicos de saúde, educação e assistência social passaram a ser um desafio que, alcançados, começam a ser comemorados como obra fossem.
Toda esta situação tem colocado a autoestima dos eleitores no mais baixo nível e, como consequência, a avaliação sobre os governos, principalmente dos municipais, são as piores das últimas décadas. O mínimo que se precisa fazer é reagir com trabalho e envolvimento de todo o grupo de governo. Comunicação não é problema apenas da Assessoria de Comunicação, mas responsabilidade de todo o governo, o que não se percebe em Monlevade e nem em Itabira. Ninguém bota a cara pra fora, não se percebe espírito de equipe e a impressão que fica é que todos estão indo para não se sabe onde. E, aparentemente, não estão nem aí.
Há poucos dias, em solenidade de entrega de remédios em casa, Carlos Moreira, ex-prefeito e marido da atual prefeita, extrapolou sua função de cônjuge e cobrou publicamente a presença dos assessores e secretários. Apesar do momento inoportuno, o marido da prefeita Simone Carvalho tem razão, porque na toada que está a avaliação vai piorar mais ainda. Que os governos mal avaliados parem e reavaliem suas metas e objetivos, enquadrando ou trocando boa parte da equipe ou se contentando com a certeza de que não chegarão a lugar algum.