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Editorial
10 de maio de 2019
Os médicos e o hospital
Anima e tranquiliza a reação dos médicos à ameaça de fechamento do Hospital Margarida, anunciada pelo provedor da instituição diante dos atrasos no repasse de recursos pelo governo do Estado e que tem provocado (ou ajudado) a inadimplência do pagamento dos médicos em até seis meses. Segundo o provedor, a situação ficou insustentável.
Representantes dos médicos reagiram em bom tom para avisar à comunidade que a possibilidade jamais foi discutida com eles, recolocando a responsabilidade da ameaça em quem a fez.
Os médicos fazem questão de deixar bem claro que nunca cogitaram tal possibilidade, mas confirmam o atraso nos pagamentos e querem uma solução administrativa/financeira para a questão. Esse desafio cabe à direção do Hospital Margarida, sem discursos e ameaças, mas com trabalho e pressão política nas fontes dos recursos.
De uns tempos para cá, percebe-se certa dificuldade de relação entre a direção do hospital e os médicos, mas comprova-se agora, que esta mesma relação vem se deteriorando. O provedor e os médicos, agora, buscam soluções conjuntas. Afinal, os médicos, mesmo sem deixar a população sem atendimento, precisam receber pelo trabalho prestado.
É preciso conciliar os interesses das duas partes, por mais dificuldades que possam existir. O Margarida é um patrimônio que muito orgulha o povo de João Monlevade e a equipe médica sempre se portou ao longo da história com compromisso profissional e humano admiráveis.
Que os seres humanos que eventualmente respondem pelos comandos do hospital o façam com desprendimento, humildade e muito diálogo para não ampliar os problemas que já são muitos.