Editorial
26 de abril de 2019

O foco é o aedes

João Monlevade registrou a segunda morte do ano em decorrência da dengue. Além disso, o município possui 49 casos confirmados e 187 suspeitas da doença, números que são mais do que o suficiente para acender todos os holofotes para o combate ao mosquito transmissor aedes aegypti. O “odioso do Egito”, além da dengue também é transmissor de doenças como zika e a febre chikungunya.
Mato alto, lixo, lotes sujos, caixas d’água destampadas, calhas sujas e entupidas, entre outros, precisam ser evitados. Afinal, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, mais de 80% dos focos da doença estão dentro das residências. Se cada um cuidar do seu quintal, maiores são as chances de evitar a proliferação desse mal. O alerta está no ar: é preciso reforçar todas as ações contra o mosquito. Sobretudo, onde há piscinas sem tratamento, vasilhas de água para cães sem lavar, vasos de plantas e demais recipientes que podem acumular água merecem atenção. Uma tampa de refrigerante esquecida no jardim pode servir para a reprodução do mosquito. E agora, no período chuvoso e com o tempo quente, é que ele se multiplica. Evitar a proliferação dessa verdadeira praga é dever de todos, tanto do poder público, quanto dos cidadãos. A luta contra o aedes é urgente e fundamental. Não fechemos os olhos para o que está acontecendo ao nosso redor.