Editorial
8 de fevereiro de 2019

Heróis para todo o sempre

Heróis. Não há outra palavra que melhor possa definir os Bombeiros de Minas Gerais. Há exatos 15 dias, desde que a barragem da Vale se rompeu e cobriu de lama centenas de vidas, eles estão empenhados em fazer o seu melhor. Rastejam na lama, mergulham os braços, atolam-se até os joelhos em busca do que foi alguém um dia. A missão vai além de devolver às famílias os corpos (ou partes deles) dos desaparecidos. Eles buscam encerrar uma longa e dolorosa espera daqueles que vivem há duas semanas, em plena angústia. O trabalho deles é encerrar um ciclo. E, talvez, dar um pouco mais de paz aos corações de pais, mães, filhos e de todos os que ficaram.
No entanto, os Bombeiros de Minas Gerais, assim como socorristas, voluntários e todos os que contribuem, se é que é possível, para minimizar o impacto da maior mortandade em um local de trabalho do país. A tragédia da Vale, em Brumadinho, exige uma entrega muito grande dos que lá estão, inclusive, dos monlevadenses que estão nessa missão com outros tantos bombeiros que vieram de vários estados do país.
Recebendo 13º salário parcelado e o próprio salário em até três vezes, os bombeiros não pensam nisso. São movidos pelo caráter humanitário do trabalho. Combustível que os impulsiona e os incentiva a não desistir jamais. Heróis não escolhem ser heróis. Eles nascem assim. E os bombeiros de Minas são verdadeiros heróis sem capa e sem poderes sobrenaturais. Os únicos são a extraordinária competência, fruto de treinamentos e técnicas e a fé para não pararem, enquanto houver alguém precisando.