Papo Aberto
11 de janeiro de 2019

Perguntas, vinhos e panetones

Com as festas de fim de ano, as confraternizações e os desejos de felicidades e sucesso, nem todos tão sinceros, a época fica um tanto "cor de rosa", por assim dizer, com a devida licença de qualquer ministra ridícula. Mas mesmo diante de tanta farra e benevolência, não devemos perder o foco e esquecer o que de importante ficou para trás. E entre essas importâncias, estão as devidas explicações sobre aquilo que ficou sem justificativa em mais um ano que passou.
Vamos começar pela saúde, área rica em questionamentos que não querem calar. Como exemplos, temos a questão dos depósitos milionários em conta bancária de CNPJ extinto, feitos por anos pela Prefeitura de João Monlevade à associação mantenedora do Hospital Margarida. E por falar em Margarida, alguns amigos aposentados, que cortam aquele "dobrado" para fechar o mês, ainda não receberam o dinheiro pago nas cartelas do bingo que não aconteceu. Eles agradeceriam se houvesse o ressarcimento ou até mesmo uma explicação plausível. Ainda tratando de hospital, que tal lembrar daquele que nasceu morto e que consumiu cerca de R$22 milhões que ninguém explica para onde foram? Nessa seara, ainda temos que acompanhar as andanças do atual Conselho Municipal de Saúde, completamente lapidado e esculpido pelo governo municipal, já que sua composição anterior levantou diversas polêmicas e tirou o sono da atual administração. Também temos que saber a quantas anda a inauguração do posto de saúde do bairro Cidade Nova, anunciada há três anos. Além disso, a população quer saber se os pacientes carentes e devidamente cadastrados estão recebendo seus suplementos alimentares, que faltaram no fim do ano passado e colocaram vidas em risco.
Bom, chega de saúde por hoje, já que há outras verdades a saber, como o destino de uma obra de infraestrutura urbana de mais de R$600 mil no bairro Sion que era realizada por dois trabalhadores, duas pás e um carrinho de mão.
Enfim, mesmo empapuçadas de chester, panetone, vinho e sidra, as perguntas não param, as dúvidas não cessam e as reivindicações continuam, por mais que tentem abafa-las com o intuito de fazer com que a população as esqueça.
Festejemos, mas não deixemos de lado os questionamentos e a busca por respostas. Feliz 2019

() Luiz Ernesto é jornalista, escritor e subeditor do A Notícia