Editorial
11 de janeiro de 2019

Tolerância zero

Os dez primeiros dias do ano na região foram marcados por dois casos de violência contra a mulher. Num deles, um homem tentou matar uma jovem, sem se importar de estar dentro de um ônibus e com outros passageiros a bordo. A morte dela só foi evitada porque havia um policial a paisana no coletivo, que impediu a tragédia. Mesmo assim, a mulher foi golpeada por uma faca no braço. O homem foi preso. No outro episódio, o secretário de Esportes da cidade de Barão de Cocais foi preso em flagrante suspeito de importunação sexual e fornecimento de bebida alcoólica para uma menor de 16 anos. Os dois casos são absurdos e lamentáveis e chamam a atenção pela gravidade dos fatos.
Vivemos tempos de violência sem limites e as mulheres, infelizmente, continuam como alvo da truculência masculina. O Brasil que se espera em 2019 é aquele em que as mulheres sejam respeitadas em suas escolhas, valorizadas em suas profissões e que não sejam agredidas e assassinadas. Para tanto, espera-se que políticas públicas sejam desenvolvidas, que trabalhos de conscientização sejam realizados e o melhor, que os agressores sejam presos.
Inúmeras pesquisas mostram, há anos, a vergonhosa prevalência da violência contra as mulheres no Brasil. No entanto, essa realidade pouco mudou, como também não mudou o tratamento destinado aos agressores. Muitas vezes, eles são classificados como loucos e antissociais, quando na verdade, são exatamente o contrário. É preciso fazer reflexões sobre gênero, violência e a sociedade como um todo. É tolerância zero com a violência, agressões físicas, verbais, sexuais e assédios de toda a natureza. Assim, vamos dar início à mudança dessa realidade e criar uma nova cultura, de mais respeito a todas as mulheres.