Papo Aberto
7 de dezembro de 2018

Aqui tem arte? Tem sim senhor

Os últimos dias mostraram que a produção artística e cultural independente em João Monlevade vai bem e está sendo discutida e levada a sério na cidade.
Tive a honra e o prazer de indicar e entregar a Medalha de Honra ao Mérito Cultural Leonardo Diniz Dias ao Coral Reencontro em Seresta, dias atrás. O grupo realiza um belo trabalho há mais de duas décadas e é merecedor do reconhecimento. A honraria é concedida anualmente pela Câmara Municipal há oito anos e, além do Coral, o escritor Jairo Martins e o Projeto Iluminar foram contemplados em 2018.
Já nesta semana, o grupo 7 Faces Ponto de Cultura realiza o 5º Festival Marmotas de Artes Integradas, que conta com música, literatura, teatro, palestras, oficinas e debates sobre cultura. Tive a felicidade de participar do evento em um produtivo debate sobre produção cultural e artística, realizado em parceria com o inquieto e saudável grupo Pensando Monlevade, na noite da última terça-feira.
Além disso, a turma do projeto No Olho da Rua vem vindo por aí com sua segunda edição de arte na praça, possivelmente realizada no próximo sábado, dia 15. O evento conta com uma roda de vários gêneros musicais, amplamente participativa e democrática, em local público, além de várias manifestações artísticas e culturais, totalmente gratuito.
Também dias atrás, a Orquestra Big Band levou seu talento encantador à vizinha São Gonçalo e ao Real Esporte Clube. Sem contar o lendário Coral Monlevade, que apresenta sua Cantata de Natal amanhã no Centro Industrial e aos 55 anos esbanja vitalidade e trava luta hercúlea para manter sua arte viva, assim como a não menos importante e histórica Banda Guarani.
Citar todos os artistas, projetos, eventos, grupos, iniciativas, obras e afins que movimentam João Monlevade é humanamente impossível neste espaço, mas o texto apenas busca registrar acontecidos recentes para ilustrar que bons trabalhos, pautados por muita boa vontade, altruísmo e bravura têm sido feitos, mesmo sem o devido apoio de quem poderia oferecer mais atenção ao meio. É batido, mas é sempre bom reiterar que cultura é um bem precioso, que além de aguçar sensibilidades e talentos, faz pensar e leva nossos jovens para o lado bom da vida.
E nunca precisamos tanto de voltar a pensar como agora. Ocupar a população e nossos jovens com arte sempre será válido. Aqui tem arte, sim senhor

() Luiz Ernesto é jornalista, escritor e subeditor do A Notícia