Editorial
30 de novembro de 2018

Busca de uma saída

O governo Simone Carvalho (PSDB) e o dos outros 852 municípios mineiros precisam de uma saída contra a falta de repasses do governador Fernando Pimentel (PT). Até hoje, 30 de novembro, a equipe da Prefeitura de João Monlevade conseguiu pagar o funcionalismo e prestadores de serviços em dia. Mas não há garantia de que isso vá continuar ocorrendo nos próximos meses.
Porém, se a situação não se normalizar nos próximos meses, a crise que bate à porta da administração monlevadense pode entrar de vez no município. Enquanto isso não acontece, o governo precisa pensar em alternativas para evitar o caos. Depois, não vai adiantar chorar o leite derramado. É preciso, o quanto antes, mudar o discurso de vítima e parar de reclamar do imoral sequestro do governador. Está mais que na hora da cidade repensar alternativas para sobreviver sem o dinheiro do estado. Afinal, o governador eleito, Romeu Zema (Novo), não se comprometeu em pagar as dívidas de Pimentel.
O governo Simone cobra R$22 milhões surrupiados ilegalmente pelo governador petista. Ironia do destino à parte, foi exatamente esse o valor que a gestão do marido da prefeita, Carlos Moreira, quando prefeito, investiu na construção do nunca terminado Hospital Santa Madalena. Depois de utilizado erroneamente como PA, o local, hoje, apodrece em abandono e transformou-se num transtorno para essa e futuras administrações que assumirem o governo municipal.
Que o governador Fernando Pimentel não paga o que deve aos municípios e tem uma dívida astronômica que já passa dos R$10 bilhões, isso é verdade. No entanto, a população não pode ficar à mercê do mau-caratismo e irresponsabilidade dele. Muito menos, os gestores municipais devem se esconder debaixo do guarda-chuvas da falta de repasses, para justificar que não podem fazer mais nada pelas cidades que os elegeram.