Editorial
1 de novembro de 2018

A presidência da Câmara

Como publicado em matéria da página 3 da última edição do A Notícia, faltam menos de dois meses para a Câmara de João Monlevade escolher seu novo presidente. Embora não haja nomes oficializados para compor a próxima Mesa Diretora, nos bastidores, costuras políticas estão sendo feitas para esse fim. Os rumores dão conta de que Djalma Bastos (PSD) tem sinal verde do governo municipal, se quiser tentar a reeleição. Para isso, precisaria modificar o regimento interno e ele já conta com o apoio de outros vereadores.
Por outro lado, parlamentares novatos manifestam o interesse de sentar-se à mesa diretora. Entre esses, Toninho Eletricista (PHS), Geraldo Antônio Tonhão (PPS) e Revetrie Teixeira (PMDB). Além de Lelê do Fraga (PTB). O atual vice, Leles Pontes (PRB), é candidato natural e quer a presidência. Ele tenta o apoio de outros nomes, como Guilherme Nasser (PSDB), que tem criticado o governo Simone. Além desses, a bancada da oposição, com Belmar (PT), Gentil Bicalho (PT), Thiago Titó (PDT) e Pastor Carlinhos (MDB) ainda não se manifestou, mas pode engrossar a lista dos descontentes com a administração municipal que quer sentar-se no comando.
Porém, nesta semana, a ida de Toninho Eletricista (PHS) ao programa Carlos Moreira, principal articulador político do governo da esposa, sinaliza um afago a um dos mais ferrenhos críticos do governo e que quer a presidência. Acima de tudo, a casa do povo é uma casa política e, por isso, é feita de políticos. E a política, justamente por isso, muda como as nuvens. Tudo pode acontecer. Dessa forma, o futuro do Legislativo monlevadense está nas mãos de acordos e de emendas, podendo ou não, saírem piores que o soneto.