Editorial
28 de setembro de 2018

Sem radicalismo

A polarização entre os que são a favor do candidato Jair Bolsonaro (PSL) e os ferrenhos críticos mostra a inegável popularidade dele neste pleito eleitoral. Falando bem ou mal, ele é o mais comentado quando o assunto é política. No entanto, também tem chamado a atenção, o radicalismo de ambos os lados: quem defende, o faz com unhas e dentes e quem o critica, também. A verdade é que qualquer tipo de radicalismo é ruim. O melhor caminho sempre foi o diálogo, a ponte entre os extremos.
O Brasil vive um momento conturbado na política. Não é hora para semear o ódio e a discórdia. A temperança sempre foi virtude do jogo político, embora, nem sempre alcançada. Sendo assim, o mais importante seria que os ânimos dos apoiadores ou dos contrários a Bolsonaro ficassem menos exaltados e à flor da pele.
As pessoas não podem se esquecer que pensar diferente, não deveria tornar ninguém inimigo. É justamente na pluralidade das ideias que se constrói a democracia. Demonizar quem critica Jair Bolsonaro, como se fossem defensores da desordem, bandidos contra as famílias e a moral é um erro. Assim, como também é definir os apoiadores do candidato como mentecaptos violentos e a favor da violência, também. O Brasil é bem maior que isso. É maior que qualquer divisão. E que após as eleições, a política do bem prevaleça, independentemente de quem seja o vitorioso nas urnas. Ele ou ela precisará de respeito, apoio e segurança para governar essa nação, pelo bem de todos.