Ponto e Vírgula
21 de setembro de 2018

Não podemos errar

O Brasil não pode errar nas próximas eleições. O próximo governo, seja ele de direita, de esquerda, de centro, não pode falhar. Se der errado, todos nós perdemos. Desde as últimas eleições presidenciais, vivemos um clima de guerrilha política. Troca de acusações entre grupos, um impeachment que destituiu a presidente eleita e a posse de um governo impopular com a menor taxa de aprovação da história, marcaram os últimos quatro anos. Por isso, o brasileiro está com ojeriza da política. Não quer sequer discutir. Pesquisas de opinião apontam para um grande número de indecisos, ainda a dias para o pleito.
É preciso respeitar as opiniões e até o desânimo do povo. No entanto, o que não pode acontecer, é deixar de votar, de participar das eleições. Não dá para não se envolver com a política. Não dá para fingir que isso não afetará nossas vidas e fazer cara de paisagem. É hora de avaliar. Escolha, critique, pondere propostas. Troque de ideia sobre esse ou aquele candidato, converse com vizinhos, amigos, familiares. Participe. Seja coerente com o seu pensamento e com o que você quer para você e os seus. E se ouvir opiniões contrárias ao que você pensa, tudo bem. Essa discordância sincera e sem rancor, é o pilar da democracia. Se todos concordarem com todos ou se apenas a opinião de um lado prevalecer, teremos a burrice da unanimidade. Não se constrói um futuro assim.
Aliás, é preciso menos rancor e ódio no coração. Política é feita com opiniões, com posicionamentos e pontos de vista diversos. Ela está justamente na arte do convívio com os opostos. Está, na verdade, na relação com o próximo. Não se faz política com o fígado. Mas com a razão e o equilíbrio do debate saudável.
Está na hora de escolhermos quem vai cuidar de nossos interesses pelos próximos anos. Uma pessoa cujas decisões impactam diretamente em nossas vidas. Vejam o preço do pão, da gasolina, do gás, do salário, dos impostos. São respostas do momento político, confuso em que vivemos. Por isso, não podemos errar nessa escolha. Nem nas dos deputados e dos senadores que legislam e que decidem os rumos desse país. Não podemos errar mais porque o Brasil parou. Vive um conflito ideológico, está sem projetos e o que pior: está sem esperança, sem horizonte, sem utopia.
Portanto, precisamos voltar a acreditar nesta nação que se reconstrói, que não se deixa abalar e que dá a volta por cima. É preciso crer no amanhã, votando em quem você acredita que seja o melhor para representar os seus sonhos. Diante disso, acredite e vote. Opte pelo voto que seja transformador e acredite na sua participação.

() Erivelton Braz é editor do A Notícia e fundador da Rotha Assessoria em Comunicação