Papo Aberto
21 de setembro de 2018

A hora do voto consciente

Faltam poucos dias para um momento muito importante na vida de todos os brasileiros. Está chegando a hora de deixarmos as teorias, discussões e desabafos de lado e partirmos para a prática. É a hora do voto.
Nosso carcomido, viciado e desacreditado sistema político ainda não nos deixou restar outra ferramenta de mudança que não seja o voto, sendo assim, vamos a ele, com discernimento, sensatez, brio, lucidez e fé, que nunca podem deixar de acompanhar esse momento e fazer valorizar ainda mais o importante ato de votar. É hora de escolhermos com bastante atenção em quem iremos depositar nossas esperanças no próximo dia 7 de outubro, para que não nos arrependamos depois e ajudemos a piorar a vida de tanta gente, e a nossa, claro.
As eleições de 2018, há muito, já vêm com um tempero e uma atmosfera diferentes. A corrupção alardeada e, às vezes, combatida, os noticiários repletos de escândalos, os bombardeios de ideias e de debates acalorados nas redes sociais, que vêm junto às guerras de egos, certezas e soluções para todos os problemas, além das destruições de reputações acima das apresentações de propostas de seus próprios candidatos, são alguns dos motivos que fazem com que esse pleito seja um divisor de águas na história recente do Brasil. A torcida é para que essa mudança de ares seja para o bem. Outra torcida é para que os discursos polidos e cheios de razão da internet sejam traduzidos em votos conscientes nessas eleições, sem o contaminado efeito da busca por benefício próprio.
O fato é a constatação de que, ainda, não foi inventado nada mais eficaz que o voto para tentar melhorar a situação de um país, estado ou cidade, claro, quando esse estiver totalmente amparado pela legalidade e isonomia e sem qualquer resquício de desvio ilegal ou manipulação. Pena que ainda exista essa sombra em alguns rincões, uns distantes e outros bem próximos a nós.
Mas o mais importante é que votemos sem interesses pessoais, sem a busca de benefícios próprios para quem nos cerca. Porque nada disso adianta. A conta chega para todos e nenhum artifício para tanto será válido para sempre. A consciência ainda é e sempre será nossa maior riqueza e norte.

()Luiz Ernesto é jornalista, escritor e subeditor do A Notícia