Editorial
6 de setembro de 2018

Contra a corrupção

Em busca de sensibilizar a sociedade civil na luta contra a corrupção e promover o debate eleitoral deste ano, a ONG Transparência Internacional traz a João Monlevade um evento da campanha “Unidos Contra a Corrupção”. Na próxima quinta-feira (13), três palestras seguidas de debates, mediados pela representante da ONG, Ana Luiza Aranha, pelo coordenador do Centro de Apoio Operacional Eleitoral, Edson de Resende Castro, e pelo jornalista e comentarista de política da Globo News, Marcelo Cosme, integram o painel. O evento está sendo realizado em poucas cidades brasileiras. Mas com apoio da ArcelorMittal, o município foi um dos contemplados e é gratuito e aberto ao público.
O momento é mais que oportuno para debater o cenário político deste ano, a partir da apresentação do maior pacote anticorrupção do mundo. Através de 70 propostas, a campanha estimula a participação da sociedade na luta contra a corrupção e frisa a importância de que candidatos ao Congresso sejam comprometidos com essas. No momento em que parte da sociedade acha que a solução para o problema deve vir do autoritarismo, são cada vez mais necessárias a melhoria da transparência pública em todos os poderes, leis mais eficazes e o aprimoramento dos órgãos de controle, apenas para citar alguns exemplos.
É importante que a população aproveite o período eleitoral para discutir e avaliar as propostas dos seus candidatos e mesurar se as propostas deles são concretas o suficiente para o combate da corrupção no Brasil. E, acima de tudo, é prudente cobrar as ações deles após as eleições. Nunca a participação popular foi tão necessária em um processo eleitoral, ao mesmo tempo em que, contraditoriamente, nunca a sociedade esteve tão desinteressada na participação política. Por isso e justamente por isso, fugir das urnas ou desperdiçar o direito sagrado do voto, pode trazer consequências irreparáveis para toda a sociedade. Votar ainda é o melhor exercício da democracia. E esse voto precisa e deve ser consciente.