Ponto e Vírgula
20 de julho de 2018

O mal que a droga faz

As drogas fazem mal. Pessoas matam e se matam por conta disso. Outras roubam, causam violência, cometem crimes. Inclusive, a maior parte dos assaltos a transeuntes, segundo a Polícia Militar, é cometida por usuário de drogas. O uso de entorpecentes é um mal para toda a sociedade. Não apenas para o indivíduo consumidor, mas também para a sua família e seu meio social.
A prisão do advogado Cristiano Vasconcelos Araújo, que estava com 1 kg de maconha dentro do seu carro, é mais uma prova dos males que as drogas fazem. Ao contrário dos estereótipos, as substâncias ilícitas não atingem apenas o “preto e pobre da favela”. O uso de drogas não escolhe etnia, formação ou status social. A droga faz mal para todos. Inclusive, para um advogado e figura pública da cidade, que está detido indiciado por tráfico.
O ex-presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ex-vereador, ex-secretário, ex-chefe de gabinete e ex-procurador jurídico da Prefeitura de João Monlevade sofre, hoje, as consequências dos malefícios que os entorpecentes trazem. Além da prisão, há exposição da sua imagem, os pré-julgamentos sociais, o sofrimento da família, inclusive, tradicional no meio político. Isso, sem falar na mancha em um currículo de prestação social e profissional no município há décadas.
Não é pedante afirmar que todos merecem uma segunda chance. Independentemente dos erros cometidos. Cristiano Vasconcelos também vai ter a oportunidade dele, de reerguer a cabeça, de sacudir a poeira e de dar a volta por cima, como tantos outros já fizeram. Mas fica a reflexão do quanto o uso de drogas não afeta apenas o indivíduo. Mas também, todos aqueles que estão ao seu redor.
Nessa hora, é importante lembrar do belíssimo trabalho desenvolvido pela Colônia Bom Samaritano na cidade, que trata de dependentes químicos e alcóolatras, mesmo em meio a tantas dificuldades financeiras. Além dela, há o grupo Amor Exigente, que dá suporte aos familiares dos usuários de drogas. Nos trabalhos dessas entidades, não importa se o indivíduo é o gente boa, que circula por todas as rodas sociais e querido por todos, ou o marginalizado social, o que ninguém vê. Qualquer um pode ser vítima das drogas e do álcool e esses males não escolhem rostos.

() Erivelton Braz é editor do A Notícia e fundador da Rotha Assessoria em Comunicação