Editorial
20 de julho de 2018

Questão de saúde pública

É inadmissível que, em pleno século XXI, no ano de 2018, tenhamos ainda doenças graves como poliomielite, que causa paralisia infantil, e sarampo, só para citar algumas das que não se tinham notícias há décadas e que agora estão de volta, atingindo crianças e adultos no Brasil. A resposta para esse problema grave está na falta de vacinação. Segundo levantamento do jornal Folha de São Paulo, uma em cada quatro cidades do país tem cobertura abaixo da meta em todas as vacinas infantis.
Os dados do Programa Nacional de Imunizações mostram o déficit com índices bem abaixo da média de 95% da cobertura desejada pelo Ministério da Saúde. Os números retratam o desafio gerado pela queda na vacinação de crianças, que já atinge os menores índices em mais de 16 anos, como mostrou a Folha. No caso das vacinas contra tuberculose, difteria, tétano, coqueluche e poliomielite, a cobertura já é a menor desde 1997.
Em João Monlevade, o número também não atinge a meta do Ministério, o que incentiva campanhas e ações das equipes das unidades básicas do município. Assim como em outras cidades brasileiras, haverá intensificação da vacinação infantil no mês de agosto, com o dia D, previsto para o dia 18.
Passou da hora de cada pai ou responsável levar seus filhos para tomar as doses gratuitas. Além disso, adultos também precisam deixar em dia o seu cartão de vacinação e imunizar-se contra o sarampo. Não se trata da falta de estrutura na cidade para este fim. Mas é um caso mais de conscientização e responsabilidade, não só com a criança, mas com a saúde pública em geral. É preciso ficar atento para não dar vez às doenças que podem matar.