Ponto e Vírgula
13 de julho de 2018

Sobre aplausos e críticas

Aprendi com a coach Isabela Dornelas que, não adianta lamentar a vida que levamos ou culpar o lugar em que estamos apenas pelas circunstâncias. É preciso compreender que a nossa situação está do jeito que está (boa ou ruim) porque, na maioria das vezes, fomos nós quem a deixamos assim. Pelas escolhas que fizemos ou não. Pelas decisões que tomamos ou não. Isso se chama autorresponsabilidade. Não é posar de vítima ou lamentar oportunidades perdidas. Mas trata-se de ter a consciência do papel que desempenhamos em nossas ações e em nossas relações com o próximo e as consequências disso em nossas vidas.
Para tanto, é fundamental entender que críticas e elogios são apenas críticas e elogios. Ou seja. Nem o melhor dos elogios pode servir de parâmetros para nos levantar a autoestima além do necessário e nem a pior crítica pode servir para nos derrubar a moral. Estar emocionalmente equilibrado e sermos conscientes de nosso papel para não “surfar na fama” e nem querer se matar diante de reprovações é fundamental.
Sobre os aplausos e críticas que recebemos ao longo da vida, inevitavelmente, lembro-me da passagem bíblica que trata da chegada de Jesus a Jerusalém. A maioria das pessoas que o aplaudiu como um rei na chegada à cidade, no Domingo de Ramos, o apedrejou na sexta-feira, apenas cinco dias depois. Por isso, é tão importante saber exatamente o tamanho de cada aplauso ou de cada apontamento de dedos.
Sobre os elogios, sempre bem-vindos, é bom administrá-los para que não sirvam de balões do ego. Sobre as críticas, é preciso entender de onde elas vêm e qual o real sentido delas. Não se trata, de maneira alguma, de deixar de ouvir. Pelo contrário. É necessário saber filtrar e interpretar que elogio demais é sobra e que a crítica vazia, que não acrescenta nada, é ruim. Tanto para o crítico, quanto para o criticado.
Saber enxergar o caminho até que se alcance os objetivos pessoais e profissionais é importantíssimo para o sucesso da empreitada. Seja ela pessoal ou profissional. E, para tanto, urge ter esperanças. O rapper da nova geração brasileira, Coruja BC1, canta que "meu dever é mais crer que duvidar do porvir". Ou seja, antes de qualquer coisa, é sempre melhor acreditar no que virá a partir dos nossos esforços para alcançar os nossos objetivos.
O que se deseja? Uma nova carreira? Uma mudança de estilo de vida? Um novo projeto? A compra de uma casa? Depois de sonhar, é preciso avaliar os riscos de cada jornada e ter a consciência emocional necessária para não se deixar abalar. Nem pelos aplausos e, muito menos, pelas críticas. Elas fazem parte do caminho para a realização que só começa a existir após o primeiro passo dado. Falando nisso, basta um a frente para não mais estar no mesmo lugar.

() Erivelton Braz é editor do A Notícia e fundador da Rotha Assessoria em Comunicação