Editorial
13 de julho de 2018

Parcelamento para a saúde

Que a saúde é fundamental, isso é pérola batida e rebatida na boca e discursos de políticos brasileiros. No entanto, na prática, a história é outra. Reportagem de capa do jornal O Tempo, de Belo Horizonte, informa que apenas 18% dos recursos autorizados pelo Estado a serem investidos na saúde em Minas Gerais, foram efetivamente pagos neste ano. A medida acerta em cheio o funcionamento de hospitais e o planejamento de secretarias de saúde. Além disso, emendas parlamentares, indicadas por deputados estaduais estão sendo vergonhosamente fracionadas e o dinheiro, que poderia aliviar os custos do Hospital Margarida, por exemplo, vem pingado. Para se ter ideia, de R$400 mil a serem recebidos pela casa de saúde, foram pagos apenas 10% do valor. E a maior parte dos recursos, os outros R$360 mil, só devem ser pagos (e se forem), após o período eleitoral. E a pergunta é: Enquanto isso, como o hospital vai gerir suas despesas? Como as secretarias de saúde vão administrar recursos que deveriam vir do governo e que não estão chegando?
Além da falta do dinheiro, faltam também em João Monlevade, medicamentos fornecidos pelo estado, administrado por Fernando Pimentel (PT). Não bastasse o atraso de repasses obrigatórios aos municípios, como a cota do ICMS, do IPVA e também no pagamento de salário de servidores, agora, surgem dificuldades para a liberação de recursos para a saúde. A situação do estado chegou ao fundo do poço e o cidadão, de uma das federações mais ricas do país, é quem sai perdendo. Lamentável.