Editorial
6 de julho de 2018

Torcer, mas também trabalhar

Como é fato comum em todas as copas do mundo, os horários de funcionamento de órgãos públicos sofrem alterações por todo o Brasil e, claro, em João Monlevade não é diferente. Nada de errado em servidores, sejam municipais ou estaduais, assistirem aos jogos da seleção brasileira. O que falta, muitas vezes, é o bom senso, que pode acarretar em contratempos e, algumas vezes, em absurdos.
O claro exemplo é o acontecido com uma monlevadense na última segunda-feira (2), que tinha um atendimento agendado, depois de três meses de espera, no Centro de Referência em Saúde Bucal (Cresb), no bairro José Elói, mas que foi remarcado para o mês de setembro em virtude da partida entre Brasil e México. O detalhe é que, segundo a paciente, o atendimento estava marcado para as 14h30, cerca de uma hora e quarenta minutos depois do término do jogo.
O fato nos faz questionar se, pelo menos em alguns setores de atendimento à saúde, os servidores não deveriam ter voltado ao trabalho depois da partida, como muitos trabalhadores fizeram. Isso evitaria que um atendimento odontológico, tão importante para a saúde do cidadão, fosse transferido para mais de dois meses depois. Caso tivesse um problema grave a sofresse com dores, teria como a paciente esperar por todo esse tempo? Nesse caso, trata-se de falta de gerenciamento e, mais que isso, de sensibilidade. Torcer pelo Brasil, tudo bem. Mas também é preciso trabalhar.