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26 de Julho de 2021
Quem burlou vacinação pode ter de pagar danos morais coletivos, diz MP
Arquivo JAN

Nomes seguem em sigilo

As pessoas que burlaram a vacinação contra a Covid-19 em João Monlevade podem ter de pagar indenização por danos morais coletivos e prática de crime. A informação foi confirmada pelo promotor de Justiça do município, Igor Citeli Fajardo Castro, através da assessoria do Ministério Público. A prática de crime, como a falsidade ideológica, também pode estar incluída. No entanto, diz o promotor, “somente as circunstâncias de cada caso podem determinar a sanção a ser aplicada”. 

Castro confirmou que o MP recebeu denúncias da Prefeitura sobre vacinação irregular contra o coronavírus, mas diz que a investigação corre em sigilo. Denúncias sobre ilegalidades podem ser enviadas por e-mail dirigido à Promotoria de Justiça da Saúde (1.ª Promotoria de Justiça de João Monlevade); por telefone, inclusive WhatsApp; ou pelo Canal da Ouvidoria do MPMG.

Em sua edição publicada na última sexta-feira (23), o A Notícia divulgou que a Prefeitura suspeitava que três pessoas haviam burlado o sistema de vacinação contra a Covid-19. No primeiro caso, foi identificado que um CPF foi utilizado em Ipatinga para receber a primeira e a segunda dose da vacina CoronaVac; o mesmo documento já havia sido usado em João Monlevade para receber uma dose da vacina Pfizer. No segundo caso, um outro CPF foi apresentado em João Monlevade para receber duas doses da CoronaVac, e depois foi usado em outra cidade para receber duas doses da AstraZeneca. Já um terceiro foi mostrado para receber a primeira dose de Pfizer na vacinação de pessoas com comorbidades, e depois, o mesmo documento foi utilizado para receber outra dose da Pfizer durante a aplicação aos profissionais da educação.