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06 de Abril de 2021
Falsa enfermeira teria aplicado vacina em João Monlevade

A cuidadora de idosos que se passou por enfermeira, Cláudia Mônica Pinheiro Torres, que aplicou supostas vacinas de Covid-19 em empresários e políticos de Belo Horizonte, pode também ter imunizado pessoas de João Monlevade. 

Em depoimento à Polícia Federal, o empresário Rômulo Lessa, um dos donos da empresa Saritur (em cuja garagem houve a vacinação clandestina), afirma que Cláudia atrasou em um dia, porque tinha ido a João Monlevade aplicar vacinas. 'Os horários de vacinação começavam às 17h50 até as 19h. Na terça-feira, Claudia se atrasou por volta de duas horas porque tinha ido a João Monlevade vacinar outras pessoas, sem especificar onde', afirmou Rômulo. As informações foram repassadas em reportagem do MG1, no início da tarde desta terça-feira (6).

Investigações da Polícia Federal apontam que a enfermeira cobrava R$600 pelas doses da suposta vacina. Não foram informados nomes de quem teria se vacinado em Monlevade.

No entanto, de acordo com relatos divulgados pela imprensa, no dia 25 de março, o  grupo foi vacinado por uma enfermeira que se atrasou porque estava imunizando outro grupo na Belgo Mineira, hoje pertencente à ArcellorMittal Aços. 

Em nota, a ArcelorMittal afirmou que nunca comprou nenhuma vacina para o combate da Covid-19 da Pfizer ou de qualquer outra empresa farmacêutica. “A empresa nunca fez nenhum contato com a Pfizer ou qualquer outra empresa do setor farmacêutico para compra direta de vacinas contra o coronavírus. A Abertta Saúde, empresa de gestão de saúde da ArcelorMittal, atua como posto avançado de vacinação do SUS junto às Secretarias Municipais de Saúde de Belo Horizonte e de Contagem. No entanto, a ArcelorMittal desconhece qualquer atuação de seus profissionais em atos correlacionados à vacinação fora dos protocolos do Ministério da Saúde e do Programa Nacional de Imunização – PNI.”