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Polícia
01 de Abril de 2021
Após quase 40 dias, prossegue inquérito que investiga morte no Nova Monlevade

Ainda não foi concluído o inquérito civil que investiga a morte de César Eduardo Patrício, baleado em 16 de fevereiro no bairro Nova Monlevade, por uma policial militar. De acordo com a delegada responsável pelos trabalhos, Monique Morais Bicalho, a policial militar responsável pelo disparo que matou Patrício encontra-se afastada de suas atividades, mas não presa. A delegada não forneceu mais informações sobre as investigações.
Na madrugada do dia 16 de fevereiro, terça-feira de Carnaval, a Polícia Militar foi chamada ao bairro Nova Monlevade, pois um rapaz estaria transtornado pelo uso de drogas e ameaçando sua família. Segundo a versão da corporação, quando a equipe chegou ao local, o agressor estava com uma faca nas mãos, e tentou fugir, sem sucesso. Então, ele voltou e, ainda armado com a faca, correu na direção de César, seu padrasto. Neste momento, a militar disparou na direção do rapaz, para forçar a sua rendição. No entanto, por um “erro de pessoa”, ela acabou atingindo César. A vítima foi transportada numa viatura em direção ao Hospital Margarida, mas faleceu ainda no caminho. 
Já a versão de Daniela Cristina dos Santos, esposa de César e mãe do agressor, é bastante diferente. Segundo Daniela, que conversou com o A Notícia ainda na semana dos fatos, o filho nunca esteve armado com uma faca, tampouco agarrou-a pelo pescoço ou se aproximou do padrasto. Ela argumenta também que o marido recolheu-se a um canto para permitir a passagem da policial, quando foi atingido pelo disparo.