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27 de Fevereiro de 2021
Na pandemia, contas de Monlevade fecharam positivas em 2020

As finanças municipais de João Monlevade fecharam no azul em 2020. A prestação de contas do último quadrimestre foi apresentada na tarde desta sexta-feira (26) na Câmara Municipal. 

O contador Adilson Arlindo Carlos, servidor da Prefeitura, mostrou em minúcias a contabilidade do município, mostrando que, no ano passado, o Executivo arrecadou R$249.882.471,54, enquanto os gastos ficaram em R$225.542.886,42. 
Ironicamente, a Covid-19 acabou por influenciar positivamente as contas municipais. Isto ocorreu, entre outras razões, porque o governo federal repassou R$12.832.978,27, utilizados para as ações de combate ao coronavírus. 

Destes, cerca de R$6 milhões foram remetidos ao Hospital Margarida, e o restante foi utilizado para adquirir equipamentos, máscaras, álcool em gel e testes, entre outras contratações. Além disso, a partir de março, não foram pagos os cerca de R$700 mil mensais em transporte escolar, já que os alunos não estão tendo aulas presenciais. 

Conforme o balanço, em 31 de dezembro, a Prefeitura tinha um saldo financeiro de R$20.544.769,53. Desses, R$12.380.461,75 correspondiam a recursos vinculados, ou seja, com aplicação obrigatória, que não pode ser alterada. Já os restantes R$8.164.307,78 são de livre destinação, o que significa que o Executivo pode empregá-los da maneira que julgar conveniente.

Saúde consome mais

Em 2020, a secretaria que mais gastou foi a de Saúde, com despesas de R$82.837.426,19. Em seguida, aparecem os R$48.388.590,28 da secretaria de Educação e os R$24.940.332,53 do Departamento Municipal de Águas e Esgotos (DAE). Em contrapartida, os órgãos com despesas mais modestas foram a Fundação Casa de Cultura, com R$285.899,38; a Controladoria Interna, com R$267.184,37; e a Assessoria de Governo, com R$180.263,98.

Repasses

A secretária municipal de Fazenda, Karine César, informou ao A Notícia que o atual governo não sabe se haverá novas remessas federais, optando por uma gestão enxuta. Ela lembrou que o prefeito de João Monlevade, Laércio Ribeiro (PT)  cortou todas as gratificações opcionais. Líder do governo na Câmara, Belmar Diniz (PT), acredita que faltou organização e planejamento da gestão que terminou em 31 de dezembro. No entanto,  mas ele se diz otimista com a atual equipe da Prefeitura, que considerou “muito técnica”.