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22 de Fevereiro de 2021
Aulas em Monlevade devem continuar em modelo virtual

As escolas de João Monlevade continuam por ora sem atividades presenciais. Uma reunião virtual realizada na última quinta-feira (18) uniu a secretária municipal de Educação, Maria do Sagrado Coração Rodrigues Santos, representantes de escolas municipais, estaduais e privadas do município, profissionais da saúde e membros do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público de João Monlevade. 

Segundo nota do Executivo, o encontro definiu que as aulas na rede municipal começam a 1º de março, apenas pela via virtual. Isso porque há uma preocupação com os casos de Covid-19 no município. Os dados apresentados pela secretária mostram que o número de óbitos continua crescendo, apesar do ritmo mais lento dos novos contágios. 

Atualmente, as 16 unidades municipais de ensino atendem a cerca de 6,3 mil alunos, com um quadro de 840 funcionários, dos quais 35% tem 60 anos ou mais ou tem alguma comorbidade, o que impede a sua saída às escolas. Segundo Maria do Sagrado, “o momento é difícil e muito complicado para o retorno seguro às aulas presenciais.

 Para ela, é preciso muita cautela e aguardar um pouco mais o andamento da pandemia”. A secretária ainda afirmou que servidores da Secretaria de Obras visitam periodicamente os prédios escolares para saber quais intervenções são necessárias e qual o seu custo. A equipe pedagógica da Secretaria Municipal de Educação também tem feito reuniões com os gestores municipais em pequenos grupos para discussão das propostas, para uma possibilidade futura de atendimento no formato híbrido, com atividades remotas e presenciais. 

Segundo a Prefeitura, “a criação do Grupo de Trabalho é uma orientação da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Secretaria Estadual de Educação. Integram o grupo membros das secretarias de Educação, Saúde, Vigilância em Saúde (Visa) e da Comissão de Enfrentamento à Covid-19, secretarias municipais de Obras, de Fazenda e de Planejamento, além de representantes das escolas estaduais, da rede privada, da Vigilância Sanitária, de profissionais e de trabalhadores da Educação além do Sindicato dos Trabalhadores da rede municipal (Sintramon)”.

Atividades extracurriculares

De acordo com o decreto assinado em 3 de fevereiro deste ano, as escolas não estão autorizadas a ofertar aulas presenciais. É permitida somente a ida dos alunos para as chamadas “atividades extracurriculares”, como aulas de música, dança, esportes, informática ou idiomas. Mesmo para estas atividades, é exigido o cumprimento dos protocolos exigidos pelo programa Minas Consciente. Em 6 de fevereiro, integrantes do movimento “Todos pela Educação – João Monlevade” realizaram uma carreata pedindo o retorno gradual das atividades físicas, seguindo um modelo híbrido e facultativo.