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Polícia
19 de Fevereiro de 2021
Polícia Civil conclui inquérito e prende três por homicídio na rua Eduardo Dias
DivulgaçãoPMMG
Escrivão Flávio Ponciano, da Polícia Civil, descreveu dinâmica do crime
A 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil apresentou nesta quinta-feira (18) os resultados do inquérito que apurou a morte de Marcial Macilay de Assis, 39, ocorrida no dia 16 de setembro do ano passado, na rua Eduardo Dias (também conhecida como rua Dois), entre os bairros Loanda e Belmonte. Três homens foram presos, e o crime, segundo a Polícia, foi motivado por desavenças relativas ao tráfico de drogas.

Conforme informações do escrivão Flávio Ponciano, as investigações revelaram que, na noite anterior ao crime, Marcial teria ido a uma boate no bairro Loanda, saindo do local por volta das 2h em um Volkswagen Gol. Circuitos de monitoramento de edifícios vizinhos mostravam que o seu veículo foi então perseguido por outro, pilotado por um homem de nome Hebert, até chegar à rua Eduardo Dias.

Ali, por volta das 2h15, Marcial foi assassinado com vários disparos, cuja autoria mais possível é creditada a um rapaz de nome Paulo Henrique, segundo a Polícia. A Perícia Técnica recolheu no local onze cápsulas de munições calibre.380. O carro, que havia sido adquirido na semana anterior, foi abandonado nas imediações da ArcelorMittal Monlevade.

Hebert foi preso pela Polícia Militar no dia seguinte ao crime, também no bairro Belmonte. Ele chegou a correr da equipe policial e entrar em um lote vago na rua Bom Jesus do Galho, mas acabou capturado e preso, confessando participação no crime. Já Paulo Henrique foi preso em 26 de outubro do ano passado, quando investigadores da Polícia Civil o procuraram em um lava-jato no bairro Mangabeiras. Conforme a Polícia, ao ser abordado, ele não portava documentos, informou apenas que seu apelido era “Carrapato” e se contradisse ao tentar explicar quais seriam as portas abertas pelo molho de chaves que portava. Os policiais descobriram que as chaves davam acesso a um imóvel no bairro Mangabeiras, que também guardava armas, drogas e as roupas de um comparsa no crime.

Mas ainda faltava encontrar o mandante do crime, de nome Moisés. Com a conclusão do inquérito, em dezembro, a Polícia solicitou à Justiça um mandado de prisão em desfavor dele, cumprido na última quinta-feira (11) através da operação Gênesis, deflagrada pela Polícia Militar. Na noite do crime, foram efetuadas várias ligações para o seu telefone celular. Segundo a Polícia, Marcial já havia sido preso em fevereiro de 2020 por envolvimento com o tráfico de drogas, e as investigações demonstraram que ele teria deixado de trabalhar para Moisés.

Os três, Hebert, Paulo Henrique e Moisés estão detidos no presídio de João Monlevade. O primeiro responderá pelo homicídio, enquanto que os dois últimos, além do assassinato, responderão por tráfico de drogas. O inquérito, conduzido pela delegada Izabella Menegassi, já foi concluído e remetido ao Fórum da Comarca de João Monlevade para um eventual julgamento.