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17 de Fevereiro de 2021
Itabira quer reiniciar aulas presenciais em abril
A Prefeitura de Itabira planeja para o mês de abril o retorno das aulas presenciais nas escolas públicas e privadas da cidade. No entanto, o prefeito, Marco Antônio Lage (PSB), condiciona a volta à vacinação dos profissionais de educação. O Executivo trabalha com base em orientações do Conselho Nacional de Educação para elaborar um plano de retomada, que congregue as escolas municipais, estaduais e particulares da cidade, de forma a fornecer condições de segurança sanitária aos estudantes.

Esse protocolo é discutido com membros do corpo técnico da SME, equipes da Secretaria Municipal de Saúde, representantes de pais de alunos e com apoio da médica infectologista Andréa Cabral, referência técnica em Covid-19 em Itabira. O plano de retomada é construído em parceria com a Associação das Escolas Particulares de Itabira (AEPI), que repassou à Secretaria Municipal de Educação o protocolo desenvolvido pelos profissionais das instituições, e se colocou à disposição até mesmo para colaborar com a estruturação física das escolas municipais.

Levantamentos já feitos pelo município apontam que toda a operação de imunização deverá envolver 3,5 mil pessoas, entre diretores, vice-diretores, coordenadores, professores, monitores, merendeiros, auxiliares de serviços gerais e até motoristas do transporte escolar. Para Marco Antônio Lage, “não podemos arriscar voltar com milhares de jovens para as salas de aulas sem imunizar os profissionais que lá estarão. Além disso, há também a preocupação com familiares e pessoas próximas a esses jovens. Até essa retomada, idosos e aqueles com comorbidades já estarão vacinados, o que nos deixa mais tranqüilos. Essa retomada precisa ser segura e muito técnica”.

João Monlevade

Enquanto isso, João Monlevade ainda não dispõe de um plano para retomada gradual das atividades escolares presenciais. As aulas na rede municipal estão previstas para começar no início de março, mas exclusivamente pelo modelo remoto. Em 6 de fevereiro, o movimento “Todos pela Educação – João Monlevade” organizou uma carreata pedindo o retorno gradual às aulas, seguindo um modelo híbrido e facultativo.