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25 de Janeiro de 2021
Monlevade prorroga vigência das aulas virtuais
João Monlevade continuará a ter aulas apenas pela internet. Foi assinado na última quinta-feira (22) a prorrogação do decreto que estabelece o ensino virtual durante o período de pandemia do coronavírus. A decisão é válida para instituições públicas e particulares, desde a creche até o ensino superior.

Para justificar a decisão, a Prefeitura aponta para uma nota técnica da Fundação Oswaldo Cruz, que diz que “o ambiente escolar em sua maioria é formado por crianças e jovens que, pela característica imunológica, ao contraírem Covid-19 tendem a não manifestar sintomas ou, em alguns casos, manifestam sintomas leves, mas que continuam como vetores de transmissão”. O ano letivo da rede municipal está previsto para ser iniciado no mês de março, inicialmente apenas no sistema remoto.

O decreto 12/2021 também amplia o grupo especial de trabalho que analisa a situação das escolas e orienta o retorno das atividades educacionais. Representantes das secretarias municipais de Obras, Fazenda e Planejamento, de escolas estaduais e privadas, da Vigilância Sanitária e de profissionais da Educação passam a fazer parte do conselho, que já era integrado por membros das secretarias municipais de Saúde e Educação e da Comissão de Enfrentamento à Covid-19.

Uma das funções desse grupo será a apresentação, em até 60 dias, de protocolos de retomada segura dos estudantes às aulas presenciais, baseando-se em seus relatórios. A criação do grupo foi uma recomendação da Secretaria de Estado da Educação e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime)

Ipatinga

Ao contrário de João Monlevade, algumas cidades estão autorizando o retorno das aulas presenciais. É o caso de Ipatinga, no Vale do Vale, onde a Prefeitura publicou um decreto no Diário Oficial informando a saída do município do programa Minas Consciente, que visa alinhar com o Estado medidas de enfrentamento contra a Covid-19. No mesmo decreto, o prefeito Gustavo Nunes anunciou o retorno das aulas presenciais nos estabelecimentos de ensino da rede pública e privada, inclusive creches e berçários.

Conforme exposto no decreto, as aulas deverão adotar um modelo híbrido, intercalando atividades presenciais e remotas. As aulas remotas deverão ocorrer diariamente e as aulas presenciais de forma escalonada, com 50% dos alunos limitando no máximo 30 alunos por sala.