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Polícia
03 de Dezembro de 2020
Delegado alerta para golpes no fim de ano
A chegada do fim de ano aumenta a circulação de dinheiro na praça. Com o pagamento do décimo-terceiro salário e as compras para o Natal e o Ano-Novo, aumentam também os interessados em conseguir alguma vantagem indevida com o dinheiro alheio. O delegado regional de Polícia Civil, Paulo Tavares Neto, aponta para o crescimento dos casos de estelionato durante o período de festas.

Uma das modalidades mais praticadas de golpe é a de sites falsos, muitos vendendo produtos a preços anormalmente abaixo do mercado. Muitas vezes, a vítima é fisgada pela ilusão pela ilusão de conseguir uma vantagem que não obteria de outra forma: “O consumidor precisa se atentar à discrepância de preços. Isso é um indicativo de golpe”, diz o delegado. A oferta de empréstimos a juros tentadores, muito abaixo daqueles praticados pelos bancos, também é indício de alguma fraude.

Paulo Tavares alerta que, muitas vezes, a própria vítima acaba contribuindo para que o crime aconteça: “Por exemplo, um carro vendido a R$100 mil numa agência, mas que é oferecido a você pela metade do preço. Isso é algo a se desconfiar”. O delegado recomenda que o comprador dê preferência a lojas, empresas e bancos conhecidos antes de efetuar compras ou contratar serviços.

Outro modus operandi de criminosos é lançar falsos cadastros, difundidos através do WhatsApp. Em grupos do aplicativo, é comum que se espalhem endereços eletrônicos para benefícios sociais dos governos (como o auxílio emergencial) ou para receber brindes distribuídos por empresas. Há também os chamados para “recadastramento” de bancos. Ao acessar esses endereços, a vítima fornece dados pessoais e bancários; algumas vezes, o acesso ao link baixa um vírus no dispositivo, que pode silenciosamente conseguir todas as informações sobre o dono do aparelho.

O clone de telefones celulares também é causa de preocupação. Em posse dos dados guardados no aparelho, os criminosos conseguem descobrir os contatos mais freqüentes da vítima, e assim enviar mensagens se passando por ela, pedindo dinheiro emprestado.

Para Paulo Tavares, todos os consumidores devem manter a atenção, mas especialmente os idosos e as pessoas pouco familiarizadas com a tecnologia. Na dúvida, não se deve acessar endereços enviados em grupos no WhatsApp, especialmente se contiverem alguma vantagem “grande demais para ser verdade”, e recusar qualquer oferta fora do praticado pelo mercado.